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Mendonça diz que liberação de celular de Vorcaro pode comprometer investigação

Ministro enviou despacho ao presidente da Corte sustentando que liberação irrestrita de dados tumultuaria sessão plenária marcada para terça-feira (15)

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Mendonça afirmou que todos os colegas da Corte têm acesso ao mesmo acervo de provas que ele, enquanto relator, usará. • Victor Piemonte/STF.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça declarou, em despacho emitido neste domingo (13), que a liberação integral das informações do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro comprometeria o êxito das investigações e causaria tumulto no julgamento agendado para a próxima terça-feira (15). Na sessão plenária, os magistrados irão analisar o relatório da Polícia Federal (PF) referente às mensagens trocadas entre o dono do Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes.

A manifestação de Mendonça rebate os pedidos encaminhados à presidência do STF, representada pelo ministro Luiz Edson Fachin, pelos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Os três cobraram acesso irrestrito ao espelhamento do aparelho apreendido pela PF.

Enquanto Zanin e Gilmar sustentaram que os ministros precisam do contexto completo para tomar uma decisão, Moraes disse que não cabe ao relator, Mendonça, selecionar quais provas ficam acessíveis ou não ao colegiado.

Em resposta, Mendonça afirmou que todos os colegas da Corte têm acesso ao mesmo acervo de provas que ele, enquanto relator, utilizará.

O ministro também pediu a Fachin que determine a quatro delegados da Polícia Federal a prestação de informações em até 24 horas. O objetivo seria esclarecer as circunstâncias do envio de relatórios e arquivos ao seu gabinete em março de 2026, além de apurar se os policiais sofreram eventuais constrangimentos durante as apurações.

A PF informou neste domingo que o aparelho original de Vorcaro e a extração primária permanecem sob custódia segura na instituição, que dispõe de capacidade técnica para fornecer cópias idênticas aos gabinetes dos ministros que fizerem a solicitação. A corporação pontuou ainda que o conteúdo entregue a Mendonça era uma cópia oficial, enquanto o ministro destacou que mantinha tais arquivos criptografados e lacrados como contraprova de segurança.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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