Cleitinho chega à caminhada liderada por Nikolas e diz que direita ‘precisa ficar atenta’

Senador defende instalação imediata da CPMI do Banco Máster e diz que indicação de Messias ao Senado ainda é incerta

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) chegou à caminhada liderada por Nikolas Ferreira (PL) nesta quinta-feira (22)

Durante a caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) declarou, nesta quinta-feira (22), apoio público ao movimento e afirmou que a mobilização pode ter impacto direto na reorganização da direita para as eleições de 2026.

Segundo o parlamentar, a manifestação prevista para domingo (25), vai além de um ato simbólico e funciona como um termômetro político para identificar quem, de fato, está “disposto a enfrentar o sistema”.

“Vai aparecer muita gente dizendo que é de direita, que é candidato ao Senado, prometendo mudança. É aí que a direita tem que ficar muito atenta para saber quem realmente quer enfrentar o sistema”, afirmou.

Cleitinho disse que a mobilização também pressiona o Congresso e pode influenciar pautas consideradas prioritárias pela oposição no próximo ano, especialmente no Senado. Para ele, o momento exige posicionamento claro dos parlamentares.

Leia também

Ao comentar a CPMI do Banco Master, o senador defendeu a instalação imediata da comissão, que já reúne 258 assinaturas e depende de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). “Tem que ir pra frente, sim. Assim que acabar o recesso, o presidente do Senado já tinha que colocar essa CPMI para funcionar”, declarou.

Na avaliação de Cleitinho, a investigação precisa avançar para expor o funcionamento do que ele chamou de “verdadeiro sistema do Brasil”, envolvendo não apenas ministros, mas também políticos. “A CPI do Banco Máster vai mostrar muita verdade para a população brasileira”, disse.

Questionado sobre suas prioridades no retorno dos trabalhos no Congresso, o senador foi direto: a CPI do Banco Máster seria sua principal pauta, embora reconheça que as decisões no Senado são coletivas.

Cleitinho também criticou o voto secreto em processos no Senado, especialmente em sabatinas e decisões de alto impacto. Para ele, a prática contradiz o princípio da transparência. “Se tivesse transparência na política, o voto nunca deveria ser secreto. O povo vota e declara o voto. Nós somos eleitos pelo povo”, afirmou.

Sobre a possível indicação de Messias ao Senado em 2026, o senador disse não ter conversado com o indicado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que Messias também não o procurou.

Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

Ouvindo...