O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (10) que as fraudes financeiras envolvendo o Banco Master vinham ocorrendo desde administrações anteriores do Banco Central (BC) e que o avanço das investigações só foi possível graças à “coragem” do atual presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo.
“Graças à coragem do presidente Galípolo de enfrentar um problema que já vinha de outras gestões e que ele teve a capacidade de levar adiante”, declarou Rodrigues.
Segundo o diretor-geral, a apuração do caso foi viabilizada pela cooperação entre a Polícia Federal e o Banco Central, além da disposição de Galípolo em compartilhar informações provenientes de investigações internas conduzidas pela instituição.
“Essa atuação conjunta permitiu esclarecer aquilo que, não tenho dúvidas, configura um crime — possivelmente o mais grave já identificado no sistema financeiro nacional envolvendo uma instituição financeira”, afirmou.
Em novembro, o Banco Central decidiu liquidar o Banco Master após a deflagração da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que resultou na prisão do proprietário do banco, Daniel Vorcaro.
A investigação apura a venda de títulos de crédito falsos pelo conglomerado ligado à instituição. Esses papéis teriam sido usados para inflar artificialmente a capitalização do banco, com a oferta de taxas de juros acima da média do mercado.
Nas últimas semanas, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a manifestar apoio público a Gabriel Galípolo.