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Segundo o senador, a abertura da CPMI depende diretamente do presidente do Senado e enfrenta resistência interna entre os parlamentares. Para Do Val, o cenário político inviabiliza qualquer investigação mais profunda no curto prazo.
“Até as eleições, zero possibilidade. Porque todo mundo que está hoje no Senado, uma boa parte dos senadores está envolvida. Zero possibilidade de abrir o sistema”, afirmou.
Na avaliação do senador, mesmo que haja algum movimento formal para atender à pressão pública, não haveria interesse real em aprofundar as investigações. “Pode abrir só para dar uma satisfação, mas não vai incentivar e não vai fazer, porque o sistema funciona”, declarou.
Marcos do Val comparou a situação à atuação de outras comissões parlamentares, que, segundo ele, são controladas politicamente. Ele citou como exemplo a condução de comissões presididas por parlamentares alinhados ao governo.
“Eu estou lá, funciona assim. O presidente é do PT. Quem está defendendo o governo. Todos os pedidos que faço para colocar em pauta, ele nem bota. Ele mesmo já nega”, disse.
O senador também relacionou o tema da CPMI ao debate sobre pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, afirmando não haver disposição política no Senado para avançar com esse tipo de pauta antes do período eleitoral.
As declarações foram dadas em meio à mobilização que acompanha Nikolas Ferreira na chamada “caminhada pela liberdade”, que iniciou em Paracatu, no interior de Minas Gerais, e deve ser encerrada neste domingo (25), em Brasília, com uma manifestação na Praça do Cruzeiro.
A CPMI do Banco Master tem sido defendida por parlamentares da oposição, que cobram esclarecimentos sobre o funcionamento da instituição e possíveis irregularidades. Até o momento, porém, o requerimento não avançou no Congresso Nacional.