Projeto de Lei estabelece tempo máximo de espera para crianças e adolescentes no SUS

Para alguns casos o limite para procedimentos avançados é de 24 horas

Deputada federal Heloísa Helena (REDE) em entrevista à Itatiaia

A deputada federal Heloísa Helena (REDE-SP) quer limitar o tempo de espera para crianças e adolescentes no SUS. Apesar do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garantir prioridade para essa parcela da população, nem sempre o direito é respeitado e quase o tempo todo é flexibilizado. O PL projeto de lei 192/2026 estabelece os prazos.

“Prioridade para você pode ser um dia, para o outro, pode ser uma semana, para o outro, um ano ou um século. Então, estamos estabelecendo, com base nos protocolos de urgência, emergência e procedimentos eletivos, estamos estabelecendo o tempo máximo de espera”, explica.

O tempo varia de acordo com o protocolo, segundo a deputada. “Tem algumas áreas que são 24h, outros 48h, até um mês, nos procedimentos cirúrgicos eletivos, que são aqueles procedimentos cirúrgicos que o médico entende que é importante fazer, mas que você pode esperar um mês”, detalha a parlamentar.

Segundo ela, casos urgentes precisam ser tratados como tal sob pena de os pacientes perderem a vida. “Vou dar só um exemplo. Infecção de meningite bacteriana. Você, de repente, pode amputar as duas mãos, fazer um procedimento de necrose, você vai amputar os dois braços e as duas pernas de uma criança se ela não tiver acesso a um protocolo de antibiótico em 48 horas, 24 horas. Então, tem determinados procedimentos que não são apenas para viabilizar conferir um direito”, exemplifica.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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