Itamaraty vê situação na Síria com ‘preocupação’ e recomenda que brasileiros deixem o país

Rebeldes tomaram a capital Damasco, neste domingo (7), e anunciaram o fim do regime de Bashar al-Assad

Curdos sírios comemoram ao lado da estátua destruída do falecido presidente Hafez al-Assad, pai do presidente sírio Bashar al-Assad, enquanto celebram a queda da capital Damasco para combatentes antigovernamentais, na cidade de Qamishli em 8 de dezembro de 2024

O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha com “preocupação” a escalada de hostilidades na Síria e recomendou que os brasileiros deixem o país por meios próprios “até o retorno à normalidade”.

Rebeldes tomaram a capital Damasco, neste domingo (7), e anunciaram o fim do regime de Bashar al-Assad, que deixou o país, conforme informado pela Rússia. O destino do presidente sírio, no entanto, é desconhecido.

Na nota, o Itamaraty afirma ainda que apoia os esforços para uma “solução política e negociada” do conflito, com respeito à soberania e à integridade territorial da Síria.

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“O Brasil reitera a necessidade de pleno respeito ao direito internacional, inclusive ao direito internacional humanitário, bem como à unidade territorial síria e às resoluções pertinentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, diz o texto.

Segundo o comunicado, a situação no país segue sendo monitorada pela embaixada em Damasco e não há registros de brasileiros entre as vítimas das hostilidades.

O Itamaraty também divulgou as seguintes recomendações para os brasileiros que vivem no país do Oriente Médio:

  • Caso não esteja na Síria, não viaje ao país;
  • Residentes ou de passagem pela Síria devem se ausentar do país, por meios próprios, até o retorno à normalidade.
  • Aqueles que decidirem ficar no país devem adotar as indicações de segurança das autoridades locais e não permanecer em áreas de reconhecido risco;
  • Não participar de aglomerações e protestos;
  • Verificar se o passaporte e dos demais membros da família possui ao menos seis (6) meses de validade;
  • Certificar que possui documento de nacionalidade brasileiro (como certidão de nascimento) e/ou carteira de identidade válida brasileira ou síria;
  • Evitar repassar informações não comprovadas ou compartilhar notícias antigas e estar informado da situação atual do país, com acompanhamento de canais de comunicação confiáveis.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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