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Haddad rebate deputado e diz que Zema pediu ao governo para pagar o calote de Bolsonaro

Leis complementares do Governo Bolsonaro decorreram em perdas de arrecadação para estados e municípios com mudança no ICMS

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, rebateu as críticas do deputado Filipe Barros (PL-PR) à política econômica do Governo Federal e, novamente, atribuiu o déficit das contas públicas no ano passado a um calote de Jair Bolsonaro (PL) sobre os precatórios e os governos estaduais. Ele citou, inclusive, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para indicar o prejuízo sofrido pelos estados diante das perdas de arrecadação com a mudança no ICMS determinada pelo à época presidente Bolsonaro.

“Vocês deram calote nos governadores. Vocês fizeram caridade com o chapéu alheio e quase quebraram alguns estados brasileiros. O Zema, que é um dos apoiadores do Bolsonaro, em março do ano passado estava na minha sala pedindo para pagar o calote que Bolsonaro deu nele”, disse.

“O [Cláudio] Castro [governador do Rio de Janeiro], o Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo] ficou um ano sem pagar a dívida de São Paulo por conta do calote que Bolsonaro deu em São Paulo”, acrescentou.

Haddad se referia às leis complementares 192 e 194 de março de 2022, que alteraram o regime do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A primeira previa a incidência do tributo por uma única vez com base em uma alíquota fixa. A segunda limitava a cobrança do ICMS dos combustíveis pelos estados.

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“Esse déficit [do ano passado] não é nosso. O filho é teu. Tem que assumir a paternidade, faça um teste de DNA para saber quem deu o calote. Não quero polarizar, não quero bater boca. O problema não é o atual governo”, disse Haddad. O ministro participou nesta quarta-feira (22) de uma sessão da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

Haddad e o Governo Lula atribuem às medidas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) parte do rombo nas contas públicas do ano passado. No cálculo da equipe petista entram: R$ 92,4 bilhões de pagamento dos precatórios não quitados em anos anteriores e R$ 14,8 bilhões pagos aos estados e municípios como indenização pela redução do ICMS.


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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.
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