A defesa de Jair Bolsonaro (PL) voltou a pedir a devolução do passaporte do ex-presidente. O documento foi apreendido pela Polícia Federal em 8 de fevereiro na operação Tempus Veritatis, por suposto plano de golpe de Estado. Dessa vez, o pedido seria para atender um convite feito a Bolsonaro pelo governo de Israel.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convidou o ex-presidente brasileiro para visita ao país entre 14 e 18 de maio.
A defesa de Jair Bolsonaro já havia feito um pedido semelhante em fevereiro. O novo pedido foi feito antes da revelação de que o ex-presidente passou duas noites na Embaixada da Hungria no período do carnaval, justamente após ter o passaporte apreendido.
A defesa de Jair Bolsonaro disse que a hospedagem aconteceu para “manter contatos com autoridades do país amigo”. O episódio foi questionado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A defesa já apresentou explicações. Em ofício,
“Diante da ausência de preocupação com a prisão preventiva, é ilógico sugerir que a visita do peticionário [Bolsonaro] à embaixada de um país estrangeiro fosse um pedido de asilo ou uma tentativa de fuga. A própria imposição das recentes medidas cautelares tornava essa suposição altamente improvável e infundada”, dizem os advogados.
Moraes pediu que a