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Lira cobra ações de reparação para vítimas da Braskem após rompimento de mina em Maceió

Alagoano, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, disse neste domingo (10) que monitora ‘minuto a minuto’ os efeitos do colapso da mina 18, da Braskem, em Maceió

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Alagoano, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), cobrou medidas de reparação às vítimas da Braskem em Maceió

Zeca Ribeiro | Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou neste domingo (10) que acompanha o monitoramento dos impactos do rompimento da mina 18, da Braskem, em Maceió, ocorrido o início da tarde, e cobrou ações que garantam a reparação das vítimas do desastre. O colapso da estrutura pôde ser percebido na superfície da lagoa de Mundaú, no bairro do Mutange, um dos cinco afetados pela exploração de sal-gema pela Braskem em Alagoas.

A área afetada está isolada há 13 dias, desde que a Prefeitura de Maceió decretou emergência diante do iminente colapso da mina. Três dos bairros afetados — Mutange, Pinheiro e Bebedouro — sofrem intensos abalos sísmicos desde novembro, quando a mina da Braskem começou a se movimentar e a provocar o afundamento do solo.

Após o rompimento, o senador alagoano Rodrigo Cunha (Podemos-AL) reforçou nas redes sociais que seguirá ‘cobrando a Braskem em busca de reparação digna para as milhares de famílias afetadas por esse crime ambiental’, escreveu.

CPI da Braskem. O Senado Federal instala na próxima terça-feira (12), às 15h, a CPI da Braskem, que se dedicará a investigar a atuação da mineradora, em Maceió, e denúncias de omissão contra o grupo. A CPI foi criada em outubro, mas esteve paralisada sem indicativo de avanço diante da falta das indicações dos membros, que precisam ser feitas pelos partidos. O cenário de estagnação mudou diante do iminente colapso da mina 18.

A crise ambiental ganhou o noticiário político diante da rixa alagoana entre o grupo político liderado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é o responsável pela criação da CPI, e os aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Na última segunda-feira (4), o então presidente em exercício do senado, Rodrigo Cunha, afirmou que a relutância dos líderes em tecer as indicações para a comissão eram culpa da autoria da CPI. "É necessário ter fiscalização. Mas, a propositura da CPI da forma como surgiu, de maneira viciada, acredito que seja o motivo pelo qual de maneira responsável os líderes não deram sequência [às indicações]”, declarou.

A tensão aumentou depois que Calheiros ameaçou recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a instalação e o início dos trabalhos investigativos da CPI. E, na quinta-feira (7), as indicações começaram a ser feitas.

Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.
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