BH e Maceió foram as únicas capitais do Brasil que usaram cédula de papel na eleição para Conselho Tutelar

Em Belo Horizonte, depois de um problema no sistema eletrônico, a PBH optou pela votação em cédulas de papel. A OAB afirmou que vai entrar na justiça pedindo a anulação, que já foi recomendada pela Defensoria Pública do Estado

Urna eletrônica

Belo Horizonte e Maceió foram as únicas capitais do Brasil que não utilizaram urnas eletrônicas no processo eleição para o Conselho Tutelar. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, a primeira por problemas técnicos e segunda, conforme já estava previsto.

Problemas no sistema

Em BH, depois de um problema no sistema eletrônico de votação, foram utilizadas as cédulas de papel. O processo foi marcado por filas e muita confusão. O pleito na capital mineira foi administrado pela Prodabel (Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte). O município optou por não usar as urnas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que foram disponibilizadas e usadas pelas maiores cidades do Estado.

Anulação

A prefeitura está investigando se o excesso de movimento teria causado problemas no sistema. A capacidade foi ampliada no final da manhã, mas não foi suficiente para solucionar as falhas em todas as sessões. A Defensoria Pública do Estado recomendou a anulação e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve entrar na justiça. Entre os argumentos está o risco de fraude ou voto duplicado com cédulas de papel.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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