Quem tem peixe betta sabe que eles gostam de descansar e, por terem nadadeiras grandes, nem sempre permanecem em constante movimento.
Segundo o site especializado The California Fish Vet, “bettas são peixes cansados por natureza. Arrastar uma cauda ornamentada consome energia, então eles passam muito tempo descansando”. Mas os tutores devem observar outros sinais.
Se o betta não responde a estímulos, nada com dificuldade, mostra mudanças no apetite ou na coloração, o comportamento pode estar relacionado a algum problema, como estresse, causado por parceiros agressivos, excesso de movimentação ou um ambiente inadequado.
Por exemplo: bettas não gostam de correnteza intensa e precisam de espaço suficiente para nadar com conforto.
Por isso, o ideal é um aquário com pelo menos 10 litros, filtro de fluxo suave e esconderijos.
A idade também pode influenciar: peixes mais velhos tendem a se mover menos e descansar com mais frequência.
De acordo com o blog Fish Lab, outro fator importante é a temperatura da água. Se estiver muito fria ou muito quente, fora da faixa ideal de 24 °C a 28 °C, o metabolismo do betta diminui, e ele pode ficar mais inativo.
Além disso, doenças como infecção bacteriana, podridão das nadadeiras, ich (pontos brancos) ou problemas na bexiga natatória também afetam diretamente a mobilidade do peixe.
Nestes casos, podem surgir sinais como dificuldade para manter o equilíbrio, nadar de lado ou falta de apetite.
O que fazer para ajudar o peixe
Muitos problemas que afetam o comportamento e a saúde do betta estão diretamente ligados à manutenção inadequada do aquário.
Um dos principais mitos sobre o betta é que ele “sobrevive em qualquer lugar” por ser um peixe resistente.
A qualidade da água influencia diretamente a saúde do betta. Segundo o TropicFlow, um blog especializado em peixes ornamentais, “a manutenção da qualidade da água é a base para a prevenção de doenças e para o bem-estar de qualquer peixe”.
Isso inclui controle de amônia, nitrito e pH, e uso de um aquecedor com termômetro confiável para manter a temperatura adequada e evitar variações bruscas.
O ideal é usar kits de teste específicos para aquarismo e fazer trocas de água regulares.
Ainda de acordo com o TropicFlow, também é importante evitar superalimentação, pois o excesso de ração pode contaminar a água rapidamente e contribuir para doenças como a constipação e distúrbios na bexiga do peixe.
“Se mesmo com ajustes e ambiente adequado o comportamento persistir, e seu peixe demonstrar sinais de desconforto, procure a orientação de um veterinário especializado em animais aquáticos”, indica a plataforma.