Muitos felinos hoje em dia vivem em apartamentos, o que alerta os tutores para um risco silencioso e muitas vezes fatal: a queda de grandes alturas. Conhecida no meio médico como “síndrome do gato paraquedista”, essa ocorrência é uma das principais causas de atendimento emergencial em clínicas veterinárias.
Ao contrário do mito popular de que gatos “sempre caem de pé", uma queda de um andar alto pode causar traumas internos severos, fraturas complexas ou até óbito imediato. De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a telagem de janelas e sacadas não é uma opção, mas uma medida essencial de posse responsável para quem vive em prédios.
O termo técnico refere-se aos animais que, por
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As consequências de uma queda podem ser várias. Segundo o médico veterinário intensivista Rodrigo Cardoso, o atendimento imediato é crucial mesmo quando o animal aparenta estar bem.
“O gato pode não apresentar fraturas visíveis, mas sofrer de pneumotórax, que é o ar no tórax, hemorragias internas ou ruptura de bexiga. O choque e a adrenalina muitas vezes escondem a dor nos primeiros minutos, levando o tutor a subestimar a gravidade”, alerta o especialista. Para os veterinários, todo “gato paraquedista” deve ser considerado um paciente crítico até que exames de imagem descartem lesões ocultas.
Além do risco físico, existe o perigo do desaparecimento. Um gato que sobrevive a uma queda, entra em estado de choque e, por instinto, busca o primeiro esconderijo que encontrar, que muitas vezes podem ser bueiros ou garagens de prédios vizinhos. Tudo isso torna o resgate difícil e angustiante para a família.
A prevenção é, portanto, o caminho mais seguro. A instalação de redes de proteção certificadas, com malha de três a cinco centímetros, é a barreira física necessária para que o animal aproveite o espaço e não corra riscos.
Como já sugerido pela Itatiaia, a
A Itatiaia preparou orientações fundamentais para garantir a segurança do seu felino:
Telas em todas as aberturas
Não limite a proteção apenas às janelas principais. Banheiros, áreas de serviço e basculantes pequenos também devem ser telados, pois gatos conseguem passar por vãos surpreendentes.
Manutenção periódica
Redes de proteção sofrem desgaste com o sol e a chuva. Verifique a tensão das cordas e a integridade da malha a cada dois anos.
Cuidado com o “já está acostumado”
O fato de o gato nunca ter caído não garante segurança futura. Um único estímulo externo (como uma borboleta) pode anular anos de prudência do animal.
Primeiros socorros
Em caso de queda, não tente medicar o animal em casa. Envolva-o em uma toalha com cuidado para evitar movimentos bruscos na coluna e corra para um hospital veterinário 24h.
Identificação
Mantenha o gato sempre com coleira de segurança (com fecho que abre sob pressão) e placa de identificação com seu telefone, o que facilita o retorno em caso de queda com fuga.