Dirigir com pet no colo, solto dentro do carro ou com a cabeça para fora rende multa e pontos na CNH

A prevenção é a melhor forma de proteger a vida do animal e evitar transtornos, por isso a importância do uso de equipamentos de segurança dentro do carro

Além de evitar multas, alternativas reduzem riscos em freadas bruscas e acidentes

Passear de carro com animais pode parecer inofensivo, mas, sem atenção às regras, pode trazer riscos e gerar multas. Deixar o pet circular com a cabeça para fora da janela, por exemplo, é considerado infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com penalidade de R$195, 23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O CTB não impede que cães e gatos sejam transportados em veículos de passeio, mas a infração ocorre quando o animal é levado solto ou em condições que comprometam a segurança do condutor, dos passageiros e do próprio pet.

Além dos riscos de deixar o cachorro solto ou com a cabeça para fora, movimentos bruscos do animal podem distrair o motorista, causar acidentes e causar danos a todos os ocupantes do veículo. Em situações de frenagem repentina ou colisão, o impacto pode ferir gravemente o pet e até atingir outros passageiros.

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Conduzir o carro com o animal no colo, entre os braços ou pernas, ou à esquerda do motorista é infração média, com quatro pontos na carteira e multa de R$130,16. Já permitir que o pet fique solto dentro do veículo, interferindo na atenção do condutor, pode resultar em infração leve, multa de R$88,38 e três pontos.

A prevenção é a melhor forma de proteger a vida do animal e evitar transtornos, por isso, é tão importante o uso de equipamentos de segurança dentro do carro.

Existem alternativas simples para garantir viagens seguras. Um cinto de segurança específico para pets, preso ao peitoral, limita movimentos inesperados e evita distrações. Para trajetos mais longos, caixas de transporte fixadas ao banco oferecem estabilidade e proteção adicional. Esses cuidados não só reduzem riscos de acidentes como também demonstram responsabilidade e respeito pelo bem-estar do pet.

Embora o uso de caixas de transporte ou cintos de segurança específicos não seja obrigatório por lei, especialistas recomendam esses dispositivos. Além de evitar multas, eles reduzem riscos em freadas bruscas e acidentes.

Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.

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