Acompanhando a tendência global de considerar os
O Brasil é o terceiro
As alterações técnicas focam na mitigação de riscos em águas abertas, com a instalação de portas de segurança entre proa e popa e o uso de materiais antiderrapantes.
“Um de nossos pilares é a segurança de todos e o aumento da presença de animais a bordo exige que o projeto do barco ofereça segurança ainda mais ativa e engenharia analítica, como passagens rebaixadas e áreas que limitem o deslocamento indevido durante manobras. Além disso, buscamos constantemente informações sobre essa tendência para oferecer dicas e suporte aos nossos clientes com pets”, afirma Fernando Assinato, CEO do Grupo Armatti & Fishing.
Estaleiros renomados já apresentam projetos com plataformas de mergulho acessíveis, escadas com degraus mais curtos para facilitar a
Tecnologia e design voltados ao bem-estar animal
Outro grande desafio de levar um animal para o mar é a gestão de resíduos e a hidratação. Novas embarcações já contam com sistemas de “banheiros químicos” específicos para pets, integrados ao design do barco, e bebedouros embutidos que evitam o derramamento de água com o balanço das ondas.
Além disso, as redes de proteção, que antes eram vistas como itens que poluíam o visual do iate, ganharam versões em materiais de alta tecnologia, quase invisíveis, mas resistentes.
De acordo com diretrizes da Marinha do Brasil e recomendações de veterinários especializados em medicina de desastres, o uso de coletes salva-vidas específicos para animais é inegociável.
“Muitos tutores acreditam que todo cão sabe nadar por instinto, mas o mar aberto apresenta correntes e agitação que podem exaurir o animal rapidamente. O colete com alça dorsal é essencial para que o resgate seja feito de forma ágil”, alerta a entidade náutica brasileira.
O impacto econômico dessa adaptação é visível nos grandes eventos do setor, como São Paulo e Rio Boat Show. Empresas de acessórios de luxo para barcos agora dedicam linhas inteiras ao segmento pet, desde camas flutuantes até sistemas de som com frequências ajustadas para não incomodar a audição sensível dos cães.