Veterinário Luiz Sofal orienta sobre primeiros cuidados ao adotar um pet
Em entrevista ao Programa Acir Antão, especialista orienta quais são os primeiros cuidados necessários ao adotar um pet

A decisão de adotar um animal de estimação vai muito além do gesto de carinho. Esse foi o principal assunto hoje (25) durante a participação do veterinário Luiz Sofal no Programa Acir Antão, na Itatiaia.
No Brasil, onde milhões de cães e gatos ainda vivem em situação de abandono, a adoção responsável começa com informação e preparo.
“Na veterinária, a gente faz muita campanha de castração, por exemplo, mas o mais importante é a concientização da população. Não adianta a gente fazer tratamentos se as pessoas que adotam deixam o cão ir pra rua, cruzarem, fazerem circular doenças. Precisa existir conscientização das pessoas para diminuir essa população de animais abandonados”, diz Sofal, que é especialista em odontologia e oncologia veterinária.
Vacinação e primeiros cuidados são prioridade
Ao levar um novo animal para casa, os primeiros dias são decisivos para a adaptação e para a prevenção de doenças.
Segundo Sofal, a adoção deve ser acompanhada de acompanhamento profissional desde o início, pois a primeira consulta será essencial para avaliar o estado de saúde do animal e orientar sobre vacinação, vermifugação e alimentação adequada.
Entre as primeiras medidas está a atualização do protocolo vacinal. No caso dos cães, a vacina múltipla V10 protege contra doenças graves, como cinomose, parvovirose e leptospirose. Já para os gatos, a V4 é uma das mais utilizadas, prevenindo enfermidades como rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia e clamidiose.
“Assim que o tutor adota, se o pet for filhote, tem que começar a fazer a vacinação, que são três doses a partir de 45 dias de vida. Nos cães temos a V10, que chamamos de déctupla, que combate 10 tipos de vírus e bactérias, e para os gatos temos a V4, que combate quatro tipos de vírus”, explica o especialista, em entrevista na Itatiaia.
Ainda de acordo com ele, além das vacinas, a vermifugação e o controle de pulgas e carrapatos também devem ser feitos logo nos primeiros dias, conforme avaliação veterinária.
“Para verificar se o pet tem ectoparasitas, como pulga, sarna, carrapato”, completa.
Adaptação ao novo lar exige atenção e paciência
Outro ponto importante é o processo de adaptação. Mudanças de ambiente podem gerar medo, ansiedade e alterações de comportamento, especialmente em animais resgatados.
Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária, é fundamental respeitar o tempo do animal.
“A adaptação deve ser gradual, com ambiente seguro, tranquilo e enriquecido, permitindo que o pet se sinta confortável para explorar o espaço”, orienta a entidade.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.



