Por que os gatos gostam de dormir em cima dos tutores?
Veterinários apontam que calor, segurança e vínculo afetivo ajudam a explicar por que muitos gatos escolhem cochilar sobre as pessoas

Quem convive com gatos provavelmente já passou pela cena clássica de acordar com o animal deitado sobre o peito, as pernas ou até a cabeça. Embora o hábito pareça apenas uma demonstração de carinho, a ciência indica que esse comportamento envolve instinto, conforto e sensação de proteção.
Os gatos escolhem dormir sobre humanos por diferentes razões ligadas ao bem-estar físico e emocional. Entre elas, o calor corporal aparece como um dos fatores mais importantes, de acordo com uma reportagem publicada pelo site de notícias argentino Infobae.
Os felinos possuem temperatura corporal mais alta do que a dos seres humanos e tendem a buscar locais aquecidos para descansar. Sofás, cobertores, janelas ensolaradas e o colo dos donos acabam se tornando pontos ideais para longos cochilos ao longo do dia.
Além do conforto térmico, especialistas afirmam que os gatos também associam seus tutores à segurança. Dormir é um momento de vulnerabilidade para os animais, e permanecer perto de uma pessoa de confiança reduz o estado de alerta natural dos felinos.
A publicação destaca ainda que o comportamento pode ser interpretado como sinal de vínculo afetivo. Quando um gato escolhe dormir em cima de alguém, isso pode indicar que ele se sente protegido e confortável naquele ambiente.
Outro aspecto citado envolve os batimentos cardíacos e a respiração humana. Sons repetitivos e suaves podem transmitir sensação de calma para os gatos, ajudando no relaxamento durante o sono.
A matéria também explica que alguns felinos demonstram preferência por partes específicas do corpo, como peito ou pernas, justamente porque oferecem estabilidade, calor e menor movimentação durante a noite.
Apesar de muitos gatos serem vistos como independentes, estudos sobre comportamento animal mostram que eles desenvolvem laços sociais importantes com os humanos. Em alguns casos, a proximidade durante o sono funciona como uma forma silenciosa de interação e confiança.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



