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Parasitas em cães e gatos: especialistas alertam para riscos à saúde

Pesquisa internacional revela falta de informação sobre prevenção e reforça a importância do veterinário no controle de pulgas, carrapatos e vermes

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Ao todo a prefeitura disponibilizou 3 mil vagas para castração de cães e gatos
Ao todo a prefeitura disponibilizou 3 mil vagas para castração de cães e gatos • Reprodução | Freepik

Uma pesquisa internacional acendeu o alerta sobre a saúde de cães e gatos: a maioria dos tutores ainda não sabe como prevenir infecções por parasitas. Segundo o levantamento, 75% das pessoas dizem precisar de mais orientação para proteger seus animais de estimação.

Os dados foram divulgados por ocasião do Dia Mundial de Conscientização sobre os Parasitas, celebrado em 20 de março, e mostram que a desinformação continua sendo um dos principais obstáculos no controle dessas doenças.

O estudo ouviu 6.500 pessoas que convivem com animais em países como Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha, Turquia, China, Japão, México e Brasil. Entre os entrevistados, 43% relataram que seus cães ou gatos já tiveram pelo menos um episódio de infecção parasitária. Além disso, 27% admitiram ter pouco ou nenhum conhecimento sobre os riscos envolvidos.

Outro dado que preocupa é que um em cada cinco casos ocorreu no último ano, indicando que o problema é atual e exige mais atenção. Para 70% dos participantes, o veterinário é a fonte mais confiável de informação.

Falta de prevenção

Mesmo com a alta incidência, a prevenção ainda não faz parte da rotina de muitos tutores. Em países como a Argentina, por exemplo, milhões de animais não passam por consultas regulares, o que aumenta o risco de infecção e até de transmissão para humanos.

Especialistas explicam que a parasitose pode afetar não apenas o sistema digestivo, mas também outros órgãos. Os parasitas se dividem em dois grandes grupos: internos e externos.

Entre os internos estão organismos como giárdias, vermes intestinais e o chamado verme do coração. Já os externos incluem pulgas e carrapatos, bastante conhecidos, mas nem sempre controlados de forma adequada.

Além do desconforto, esses parasitas podem transmitir doenças graves. Algumas infecções associadas, como a erlichiose, a hepatozoonose e a anaplasmose, podem causar sintomas como febre, anemia, sangramentos e até comprometer órgãos vitais em casos mais avançados.

Risco para humanos

Outro ponto de atenção é que algumas dessas doenças podem ser transmitidas para as pessoas, o que as torna um problema de saúde pública.

Segundo especialistas, proteger os animais também significa proteger toda a família. Quando uma infecção evolui e não é tratada, pode colocar em risco a vida do pet e aumentar as chances de transmissão.

Ambiente precisa de controle

Pulgas e carrapatos são especialmente difíceis de eliminar porque a maior parte do ciclo de vida desses parasitas acontece fora do animal.

Cerca de 95% do tempo, eles permanecem no ambiente, como dentro de casa, no quintal ou no jardim. Por isso, tratar apenas o animal não é suficiente.

A recomendação é combinar o uso de produtos antiparasitários com a higienização dos espaços onde o pet vive.

Uso correto de medicamentos

Veterinários alertam que a escolha do antiparasitário deve sempre ser feita com orientação profissional. Existem diferentes tipos de produtos, com formas variadas de aplicação e indicações específicas.

Usar medicamentos por conta própria ou escolher apenas pelo preço pode resultar em tratamentos ineficazes ou até perigosos. Um erro comum, por exemplo, é utilizar produtos destinados a cães em gatos, o que pode causar intoxicações.

Além disso, o protocolo de desparasitação deve levar em conta fatores como idade, estilo de vida e exposição do animal. Pets que têm acesso à rua ou contato com outros animais, por exemplo, precisam de cuidados diferentes daqueles que vivem exclusivamente dentro de casa.

Como prevenir parasitas em cães e gatos

Especialistas apontam algumas medidas essenciais para reduzir os riscos:

  • Manter consultas regulares com o veterinário
  • Utilizar antiparasitários adequados durante todo o ano
  • Seguir corretamente a frequência indicada dos produtos
  • Higienizar o ambiente onde o animal vive
  • Evitar o uso de medicamentos sem orientação profissional
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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.