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Maritacas: criação em cativeiro exige cuidados e atenção à legislação

Essas aves vivem em grupos de seis a oito indivíduos, podendo formar bandos de até 50 quando há alimento disponível

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No Brasil, as maritacas se distribuem do Nordeste ao Sul
No Brasil, as maritacas se distribuem do Nordeste ao Sul • Freepik

Ave típica da América do Sul, é conhecida pela plumagem verde com detalhes coloridos e pelo canto alto em bando. Apesar de popular nas cidades, é um animal silvestre cuja criação em cativeiro só pode ocorrer em condições específicas e regulamentadas pelo IBAMA.

O nome “maritaca” é popular e se refere a diferentes psitacídeos menores que papagaios, como maitacas e periquitões, mas todos compartilham características semelhantes de voo em bando e vocalização alta.

Essas aves vivem em grupos de seis a oito indivíduos, podendo formar bandos de até 50 quando há alimento disponível.

“São aves muito sociais, que voam e se alimentam juntas, além de emitirem vocalizações fortes para se comunicar”, explica a Enciclopédia WikiAves.

Também gostam de se banhar em rios e lagos, comportamento comum entre psitacídeos.

A criação em cativeiro, no entanto, exige cuidados e atenção à legislação. Segundo o IBAMA, a manutenção de aves silvestres só é permitida com comprovação de origem legal, por meio de nota fiscal e certificado de criadouro autorizado.

Caso contrário, a prática é considerada crime ambiental, com pena de até um ano de detenção e multa.

Além do risco legal, o confinamento pode comprometer a saúde da ave. O blog da Cobasi alerta que maritacas são animais que precisam viver em grupo e voar longas distâncias, sendo inadequado mantê-las em gaiolas pequenas.

O estresse causado pelo cativeiro reduz o bem-estar e favorece doenças. Por isso, especialistas defendem que o melhor é apreciar os bandos livres, atraindo-os com árvores frutíferas nos quintais, sem tentar domesticá-los.

Cuidados para uma convivência responsável

  • Nunca adquirir maritacas de forma ilegal ou sem documentação;
  • Respeitar a legislação ambiental e denunciar casos de tráfico;
  • Evitar gaiolas pequenas e confinamento prolongado, que geram sofrimento;
  • Valorizar a observação das aves em liberdade, sem tentar domesticá-las;
  • Incentivar práticas de conservação que protejam seus habitats naturais.
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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.