Pets: estudo indica que perda de um animal pode causar luto prolongado
Psicólogos apontam quais são os sinais de alerta do problema

A perda de um animal de estimação pode provocar um sofrimento emocional tão intenso quanto o luto vivido após a morte de um familiar próximo. Especialistas em saúde mental afirmam que o vínculo criado ao longo dos anos com cães, gatos e outros animais de companhia transforma essa despedida em uma experiência profunda, marcada por tristeza, vazio e mudanças na rotina.
Segundo estudos citados pelo Journal of the American Veterinary Medical Association, esse tipo de luto pode gerar impactos concretos na saúde emocional e física das pessoas. Em alguns casos, os sintomas persistem por semanas ou meses e podem exigir acompanhamento psicológico.
A convivência diária com o animal, os momentos de afeto, os passeios e até pequenas rotinas domésticas ajudam a explicar a intensidade da dor. Quando o pet morre, muitas pessoas relatam sensação de vazio ao voltar para casa, dificuldade para dormir, perda de motivação e crises de choro inesperadas.
Especialistas destacam que a culpa costuma aparecer com frequência, principalmente em situações envolvendo doenças prolongadas ou eutanásia. Pensamentos como "eu poderia ter feito mais" ou lembranças constantes dos últimos dias do animal são comuns durante o processo de luto.
Outro ponto levantado por psicólogos é a falta de compreensão social. Muitas pessoas sentem que seu sofrimento é minimizado por amigos, colegas ou familiares, como se a dor pela perda de um pet fosse "menos importante". Esse comportamento pode aumentar o isolamento emocional e dificultar a recuperação.
Pesquisas apontam que aproximadamente uma em cada três pessoas afetadas pela morte de um animal apresenta sinais de luto intenso ou prolongado, incluindo estresse elevado, ansiedade, insônia, alterações no apetite e dificuldade de concentração.
Diante desse cenário, especialistas recomendam acolher a própria dor sem tentar escondê-la. Conversar com pessoas próximas, compartilhar lembranças, escrever cartas de despedida e criar pequenos rituais em homenagem ao animal podem ajudar no processo emocional.
Psicólogos também orientam manter atividades básicas do dia a dia, como alimentação, sono e rotina de trabalho ou estudos. Caso os sintomas se agravem ou permaneçam por muito tempo, buscar apoio profissional pode ser fundamental.
Entre os principais sinais de alerta estão tristeza persistente, abandono das rotinas, culpa excessiva, pensamentos repetitivos sobre a perda e dificuldade de retomar a vida cotidiana.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



