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Centro que reabilita animais selvagens atinge marca de 25 mil atendimentos

Todos os animais silvestres que ficam machucados e que, por algum motivo, necessitem de apoio veterinário, são recebidos pelo Cempas

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Tartaruga realiza ressonância magnética no CEMPAS. • Marcos Jorge/ACI

O Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas), ligado à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp , alcançou a marca de: mais de 25 mil animais atendidos desde o início de suas atividades, em Botucatu, no interior de São Paulo (SP), em 2005. 

A unidade hoje é uma das principais referências brasileiras em atendimento, reabilitação e pesquisa voltados à fauna silvestre. O Cempas trabalha com duas frentes principais: a triagem e reabilitação de animais silvestres e o atendimento de pets não convencionais, como coelhos, porquinhos-da-índia e calopsita.

“A gente atende animais que foram atropelados, órfãos, vítimas de queimadas ou mesmo de tráfico”, explicou a professora Sheila Canevese Rahal, chefe de serviço do Cempas, em entrevista ao Jornal da Unesp. “Todos os animais silvestres que ficam machucados e que, por algum motivo, necessitem de apoio veterinário, nós recebemos”.

Em junho de 2024, a unidade recebeu autorização da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo para atuar oficialmente como Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras). 

Dados citados pela própria Unesp apontam que o Brasil registra cerca de 450 milhões de atropelamentos de animais silvestres por ano nas rodovias do país, segundo estimativas do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE). 

No caso do Cempas, somente em 2024, mais de 100 animais atropelados deram entrada na unidade. Muitos chegam também após ataques de cães, queimadas florestais e colisões contra vidraças urbanas.

Criado oficialmente em 2005, o Cempas começou de forma modesta, ainda nos anos 1990, em uma pequena sala do Hospital Veterinário da Unesp. O projeto nasceu da iniciativa do veterinário Carlos Roberto Teixeira, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), que decidiu ampliar o atendimento para além de cães, gatos e animais de produção.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.