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Mercado pet: abertura de pequenos negócios cresce 22%, impulsionada pela ascensão felina

O mercado pet movimenta cerca de R$ 77 bilhões, com os gatos já representando 19% da população pet nacional

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Filhote de gato branco e laranja, deitado no chão e a foto com close na carinha dele.
O mercado pet movimenta cerca de R$ 77 bilhões, com os gatos já representando 19% da população pet nacional. • Freepik

O mercado pet segue em ritmo acelerado e é considerado como um dos setores mais resilientes da economia nacional. Segundo um levantamento inédito do Sebrae, realizado com base em dados da Receita Federal, o número de pequenos negócios criados no segmento cresceu 22% entre 2023 e 2025.

No período, foram abertas mais de 41,6 mil micro e pequenas empresas. O destaque é dos empreendedores de bairro no atendimento a uma demanda cada vez mais especializada.

Os dados detalham uma curva anual crescente: foram 12,7 mil aberturas em 2023, saltando para 13,3 mil em 2024 e atingindo o pico de 15,5 mil em 2025. Desse montante, cerca de 91% dos registros são de Microempreendedores Individuais (MEI).

Um dos principais motores desse crescimento é a chamada "ascensão felina". O número de tutores de gatos cresce 2,5% ao ano, o que significa uma população de aproximadamente 30 milhões de felinos no Brasil.

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o mercado pet movimenta cerca de R$ 77 bilhões, com os gatos já representando 19% da população pet nacional.

Essa mudança no perfil do consumidor, associada à verticalização das cidades, abre portas para serviços cat friendly e produtos premium.

O tutor de gatos, segundo o Sebrae, busca ambientes tranquilos e atendimento especializado, o que exige do empreendedor capacitação em finanças, marketing digital e enriquecimento ambiental.

Estudos acompanhados pelo Sebrae, em parceria com o Instituto Pet Brasil (IPB) e a Abinpet, indicam que a tendência para 2026 é de continuidade no crescimento das categorias de alimentação funcional e saúde preventiva.

Para os especialistas, a profissionalização da gestão e o apoio institucional são decisivos para transformar a paixão pelos animais em um negócio sustentável e preparado para a escala global.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.