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Morte de pet pode gerar nas pessoas mais impacto que a perda de parentes, revela estudo

Investigação identificou taxas significativas de Transtorno de Luto Prolongado entre tutores, condição em que a tristeza não diminui com o tempo e impede a retomada da vida normal

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Maus-tratos é crime • Freepik

A ciência acaba de validar o que muitos tutores sentem: a perda de um animal de estimação pode ser um evento traumático de proporções inesperadas. Um novo estudo, publicado recentemente na revista científica Plos One, traz dados reveladores sobre o impacto emocional da despedida dos pets.

De acordo com a pesquisa, realizada com adultos no Reino Unido, cerca de 20% dos entrevistados, ou um em cada cinco, afirmam que a morte de seu animal foi mais angustiante e difícil de processar do que o falecimento de um ente querido humano.

O estudo não apenas quantifica a dor, mas acende um alerta para a saúde mental dos tutores.

A investigação identificou taxas significativas de Transtorno de Luto Prolongado (TLP) entre os tutores, uma condição em que a tristeza não diminui com o tempo e impede a retomada da vida normal. Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o reconhecimento desses sintomas é muito importante.

"O luto pelo pet não é uma 'tristeza passageira'; para muitos, é uma ruptura profunda na estrutura de apoio emocional", destaca a entidade.

Além disso, a Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (ABFEL) reforça que a falta de rituais sociais de despedida pode agravar os sintomas de luto prolongado, já que o tutor se sente isolado em sua dor.

Para lidar com essa fase crítica, é recomendado reconhecer a gravidade, ter atenção aos sintomas, como dificuldade insistente e persistente de aceitar a morte, amargura extrema ou sentir que a vida perdeu o sentido após meses da perda são sinais de Luto Prolongado e exigem ajuda profissional.

Fraiman recomenda, ainda, a procura por grupos ou comunidades que entendam o valor do vínculo animal-humano para combater o isolamento social citado no estudo.

De acordo com as conclusões da Plos One, o luto pet deve ser tratado com a mesma seriedade e respeito que qualquer outra perda familiar.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.