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Limpar as patas do pet com vinagre pode fazer mal? Veja a forma correta de higienizar

Prática difundida nas redes sociais não é a melhor opção para limpar as patas de cães e gatos. Entenda os riscos para a pele dos animais e conheça os métodos cientificamente recomendados

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A limpeza das patas dos pets após os passeios se tornou um hábito comum entre muitos tutores. A preocupação com sujeira, bactérias e outros agentes presentes nas ruas faz com que diversas pessoas recorram a soluções caseiras, como o vinagre, uma prática que aparece em diversos posts nas redes sociais. Mas será que esse produto é realmente seguro para cães e gatos?

De acordo com especialistas em medicina veterinária, o uso de vinagre para limpar as patas dos animais não é recomendado como prática de rotina. Embora o ingrediente tenha propriedades ácidas e seja utilizado em algumas tarefas domésticas, ele pode causar desconforto em animais com pele sensível ou que apresentem pequenos cortes, rachaduras ou irritações nas almofadas plantares.

Segundo a Associação de Medicina Veterinária dos Estados Unidos (AVMA), a pele das patas dos cães e gatos funciona como uma importante barreira de proteção e deve ser preservada com produtos apropriados para uso veterinário. Alterações nessa região podem favorecer dor, inflamação e infecções.

A Sociedade Americana de Prevenção da Crueldade contra Animais (ASPCA) também destaca que produtos domésticos não devem ser utilizados sem orientação profissional, já que alguns ingredientes considerados seguros para humanos podem provocar irritação ou outros problemas nos animais.

Vinagre não desinfeta as patas como muitos imaginam

Um dos principais motivos que levam tutores a utilizar vinagre é a crença de que ele elimina germes e protege os pets contra doenças. No entanto, especialistas afirmam que essa ideia pode ser enganosa.

Embora o vinagre apresente alguma ação contra determinados microrganismos em superfícies domésticas, sua eficácia como desinfetante é limitada. Autoridades de saúde de diversos países, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Brasil, informam que o produto não substitui desinfetantes registrados para eliminação de vírus e bactérias em ambientes.

No caso das patas dos animais, o objetivo da higiene normalmente é remover sujeira, poeira, resíduos químicos, lama e possíveis contaminantes físicos. Para isso, a limpeza mecânica com água é muito mais importante do que o uso de substâncias ácidas.

Como limpar corretamente as patas dos cães e gatos

Veterinários recomendam que, na maioria das situações, a limpeza seja simples e delicada. Entre as opções mais indicadas estão:

  • Pano limpo umedecido com água
  • Toalhas específicas para pets, formuladas para uso veterinário
  • Lavagem com água morna quando houver muita sujeira
  • Secagem cuidadosa, principalmente entre os dedos

Caso o animal tenha caminhado por locais com produtos químicos, óleo, sal, areia contaminada ou outras substâncias potencialmente irritantes, a recomendação de especialistas é lavar imediatamente as patas com água corrente e procurar orientação veterinária se houver vermelhidão, dor ou dificuldade para caminhar.

O vinagre pode representar problema

O contato do vinagre com pequenas fissuras nas patas pode provocar ardência e desconforto. Além disso, alguns cães e gatos costumam lamber as patas logo após a limpeza. Embora pequenas quantidades de vinagre geralmente não sejam consideradas altamente tóxicas, a ingestão pode causar irritação gastrointestinal em alguns animais.

Outro ponto importante é que o odor intenso do produto pode incomodar animais com olfato extremamente sensível, especialmente os cães.

O que fazer para manter as patas saudáveis

Além da higiene após os passeios, veterinários orientam que os tutores observem regularmente a condição das patas dos pets. Ressecamento, rachaduras, objetos presos entre os dedos, cortes e alterações na pele merecem atenção.

Também é importante manter os pelos entre os coxins aparados, quando indicado para a raça, evitar caminhadas em pisos excessivamente quentes e utilizar produtos hidratantes desenvolvidos especificamente para animais quando houver recomendação do médico-veterinário.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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