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Seu cachorro está obeso? Veja 10 perguntas sobre o tema respondidas por veterinários

Leia esclarecimentos fundamentais sobre peso ideal, riscos da obesidade e escolhas nutricionais para proteger o seu pet

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Quem vive com um cachorro sabe que cuidar do bem-estar do pet vai muito além dos passeios diários e dos momentos de carinho. Garantir uma vida longa e saudável exige atenção constante à alimentação e aos sinais de que algo pode estar errado no organismo do animal.

Para orientar os tutores, veterinários ouvidos pelo site argentino Infobae reuniram respostas práticas para as 10 dúvidas mais importantes e frequentes quando o assunto é a saúde dos nossos fiéis companheiros.

1) Como saber se o meu cão está com sobrepeso ou obesidade?

De acordo com o médico veterinário Juan Atilio Di Paolo, "um cão apresenta sobrepeso quando supera entre 10% e 20% do seu peso ideal, e obesidade se esse excesso for de 20% a 30%".

Na prática cotidiana, existe um teste simples: considera-se excesso de peso quando, ao acariciar o pet, não é possível sentir as costelas com as mãos através da pele, do pelo e do tecido corporal.

2) O que faz um cão engordar e qual a culpa do tutor nesse processo?

Fatores biológicos como raça, genética, idade, sexo e castração influenciam diretamente. No entanto, o comportamento dos próprios tutores ao oferecer comida em excesso e os problemas de conduta do animal em relação aos alimentos desempenham um papel decisivo no ganho de peso.

3) Quais os principais riscos de manter o cão acima do peso?

Manter quilos extras expõe o animal a um risco elevado de problemas cardiovasculares e respiratórios, diabetes, queda na imunidade com maior facilidade para infecções, doenças nas articulações como a artrite, desenvolvimento de cálculos urinários e uma redução expressiva na expectativa de vida.

4) O que acontece dentro do corpo do animal quando ele acumula gordura?

Quando o cão consome mais energia do que gasta brincando ou se exercitando, o corpo armazena esse excesso em forma de gordura. Essa gordura se infiltra em órgãos essenciais como o fígado, prejudicando seu funcionamento. Ela também cobre tecidos, pressiona as artérias e aumenta significativamente a probabilidade de doenças do coração.

5) Como funciona o ciclo entre ganho de peso e falta de exercícios?

À medida que engorda, o peso excessivo desgasta as articulações do pet, tornando o movimento desconfortável ou doloroso. O cão passa a evitar exercícios, mas continua ingerindo a mesma quantidade de calorias. Esse sedentarismo forçado faz com que ele ganhe ainda mais peso, gerando mais dor e menor gasto de energia.

6) Qual o primeiro passo em casa para reverter o excesso de peso?

O ponto de partida é agendar uma consulta com o veterinário para confirmar o diagnóstico e criar um plano de emagrecimento. Em casa, a família precisa assumir um compromisso rígido: seguir um programa alimentar estrito, monitorar o peso com frequência e eliminar petiscos descontrolados e sobras de comida.

7) Por que fracionar a refeição ao longo do dia faz diferença?

Orientado pelo veterinário, o tutor deve dividir a quantidade diária de comida em pelo menos duas porções ao dia. Essa prática otimiza a forma como o organismo processa e aproveita os nutrientes, mantendo o metabolismo ativo e ajudando a controlar o impulso do animal de comer fora de hora.

8) Como conter o hábito do cachorro de pedir comida a todo momento?

A regra central é a firmeza por parte de todos na casa. Deve-se criar uma rotina clara, alimentando o cão sempre no mesmo horário, no mesmo recipiente e no mesmo local. Isso diminui a ansiedade do animal e previne o hábito de mendigar restos da mesa humana.

9) Como saber se a comida do cão é realmente segura e nutritiva?

A escolha da dieta deve considerar se ela é segura, completa e adaptada ao tamanho, idade e saúde do pet. O especialista lembra que os animais precisam de nutrientes (proteínas, gorduras, vitaminas e minerais) e não de ingredientes específicos em si. Se a ração comercial for completa e balanceada, não é necessário adicionar suplementos por conta própria. Para quem opta por alimentação caseira, é obrigatório o acompanhamento de um veterinário especialista em nutrição animal com exames periódicos.

10) Qual é a quantidade limite e segura para oferecer petiscos?

Os petiscos e prêmios são permitidos, desde que não ultrapassem 10% da ingestão calórica diária do animal. Algumas frutas e vegetais podem ser usados como agrado, mas apenas com autorização prévia do veterinário, já que diversos alimentos consumidos por humanos podem ser graves e extremamente tóxicos para cães e gatos.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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