PF apreende tarântulas e mira rede de tráfico de animais silvestres
Operação Tarântulas II cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em três estados brasileiros após investigação identificar uma possível rede de criação, comércio e envio ilegal de aracnídeos nativos para diferentes regiões e até o exterior

A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (1º de outubro) a Operação Tarântulas II, uma nova etapa das investigações contra o tráfico de animais silvestres, com foco na criação e comercialização ilegal de tarântulas nativas brasileiras.
A ação ocorreu com apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA) da Polícia Militar da Bahia, da Polícia Militar de São Paulo e do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/INEMA).
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador (BA), São Paulo (SP), Santa Rosa de Viterbo (SP) e Jaguariaíva (PR). As medidas judiciais tiveram como objetivo recolher animais mantidos irregularmente, documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar no avanço da investigação.
Investigação começou em 2025
A operação é um desdobramento da Operação Tarântulas, realizada em setembro de 2025. Na primeira fase, os investigadores apreenderam mais de 200 espécimes de aranhas, escorpiões e lacraias, além de dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros.
A análise desse material levou a Polícia Federal a identificar novos investigados e indícios de uma estrutura formada por criadores, intermediários e compradores espalhados por diferentes estados brasileiros.
Segundo a PF, também foram encontrados contatos com comerciantes e compradores estabelecidos no exterior. As informações reunidas apontam para uma possível atuação envolvendo aquisição, guarda, criação, comercialização e remessa ilegal de animais silvestres.
Tarântulas foram apreendidas em três endereços
Durante a nova fase da operação, tarântulas foram encontradas em três dos quatro endereços que receberam as medidas judiciais.
Os animais foram imediatamente encaminhados aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), onde passarão por avaliação técnica e receberão cuidados especializados antes da destinação adequada.
A Polícia Federal informou que a investigação também apura possíveis crimes relacionados à aquisição e guarda ilegal de espécimes da fauna silvestre, receptação e contrabando.
Investigados podem responder por vários crimes
De acordo com a PF, os envolvidos poderão responder, conforme a participação de cada um, por crimes como matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar, guardar ou manter animais da fauna silvestre sem autorização da autoridade competente.
Também são investigadas possíveis práticas relacionadas à entrada irregular de animais no país, receptação e contrabando, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados durante o andamento das apurações.
A investigação continua para esclarecer a extensão da rede e a participação de cada um dos envolvidos.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



