Após mais de um ano sem receber visitantes, o Parque Estadual do Itacolomi voltou a ser aberto ao público e passa a operar em uma nova fase. Localizada entre Ouro Preto e Mariana, a unidade de conservação retoma a visitação após a conclusão de obras e adequações estruturais, visando melhorias nos acessos e na organização dos espaços destinados ao uso público.
A reabertura marca também a implantação de um novo modelo de gestão da visitação. A partir de agora, o acesso ao parque ocorre mediante ingresso pago, adquirido pelo site oficial. A tarifa inteira é de R$ 27,80, com opção de meia-entrada no valor de R$ 13,90. O estacionamento passa a custar R$ 20. A cobrança tem como objetivo ordenar o fluxo de visitantes e reforçar a proteção de áreas ambientalmente mais sensíveis.
Os serviços ligados à visitação e ao ecoturismo são operados por meio de concessão. A gestão do uso público ficará sob responsabilidade da empresa Parquetur, dentro de um modelo adotado pelo Governo de Minas para ampliar a capacidade de atendimento aos visitantes e qualificar a oferta de serviços, sem alterar o caráter público da unidade.
Considerado um dos principais patrimônios naturais e históricos de Minas Gerais, o parque reúne trilhas, cachoeiras, mirantes e edificações históricas em um território que preserva ecossistemas característicos da Serra do Espinhaço, além de registrar diferentes períodos da ocupação humana no estado.
O Parque Estadual do Itacolomi integra a política estadual de fortalecimento da gestão ambiental conduzida pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). Minas Gerais possui atualmente 95 unidades de conservação sob administração do órgão, sendo que parte delas já realiza controle sistemático da visitação. Dados do instituto indicam crescimento expressivo no número de visitantes nos últimos anos, especialmente durante o período de férias escolares.
Com a reabertura, o parque volta a receber moradores da região e turistas em um novo contexto de funcionamento. A expectativa é de que as melhorias estruturais, aliadas ao controle de acesso e ao novo modelo de gestão da visitação, contribuam para qualificar a experiência do público e garantir maior proteção aos ambientes naturais e históricos da unidade.