A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou “profunda preocupação” com as ações dos Estados Unidos e afirmou que o país “violou um princípio fundamental do direito internacional”.
“Nenhum país deve ameaçar ou empregar força contra a integridade territorial ou a soberania política de outro país”, declarou Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, durante uma coletiva de imprensa em Genebra.
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Shamdasani rejeitou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para validar a intervenção militar no país caribenho.
Washington “defendeu sua intervenção ao mencionar o histórico de violações de direitos humanos do governo venezuelano; entretanto, a responsabilização por violações de direitos humanos não deve ser alcançada através de uma intervenção militar unilateral que infringe o direito internacional”, enfatizou a porta-voz.
Ela também destacou que o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos tem denunciado de maneira consistente “a continuidade da deterioração da situação na Venezuela” por uma década e agora teme “que a instabilidade atual e a crescente militarização do país, como consequência da intervenção dos Estados Unidos, recrudesçam a situação”.
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O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) reiterou que quase oito milhões de pessoas na Venezuela, ou um quarto da população, precisam de assistência humanitária.
Enquanto isso, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) informou que, até agora, não identificou indícios de novos deslocamentos em massa da Venezuela.
Porém, “estamos monitorando de forma atenta a situação e os movimentos transfronteiriços”, declarou o porta-voz do ACNUR, Eujin Byun, a jornalistas.
As agências da ONU estão prontas para “apoiar esforços de ajuda emergencial e proteger as pessoas deslocadas que necessitarem, se necessário”, acrescentou.
*Com AFP