Netanyahu critica reconhecimento da Palestina e nega genocídio em Gaza na ONU
Em sua fala, o premiê argumentou que a criação de um Estado palestino compensaria grupos como o Hamas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira (26), criticou o reconhecimento do Estado palestino e negou que esteja ocorrendo genocídio na Faixa de Gaza.
Vários países como França, Reino Unido, Canadá, Austrália, Portugal, Andorra, Bélgica, Luxemburgo, Malta e San Marino reconheceram nesta semana o Estado palestino durante a assembleia em Nova York, o que não agradou Netanyahu.
Em sua fala, o premiê argumentou que a criação de um Estado palestino compensaria grupos como o Hamas. Ele afirmou, ainda, que a medida estimularia novos ataques contra judeus e pessoas inocentes. "Vocês não fizeram algo certo. Vocês fizeram algo errado, terrivelmente errado", disse.
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Acusações de genocídio
O primeiro-ministro novamente rejeitou as alegações de genocídio na Faixa de Gaza, dizendo que essa era uma "acusação falsa".
"Agora, quero lhe fazer uma pergunta simples, uma pergunta lógica e simples: um país que comete genocídio imploraria à população civil que supostamente está alvejando para se afastar do perigo?", argumentou.
Israel iniciou há algumas semanas uma ofensiva terrestre expressiva em Gaza e ordenou que os moradores da região a deixassem. Mais de 300 mil pessoas foram embora da cidade às pressas. O premiê afirmou, ainda, que o Hamas usa civis como escudos.
Boicote de líderes mundiais
O plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) ficou praticamente vazio durante o discurso do primeiro-ministro de Israel. Representantes diplomáticos de vários países, incluindo do Brasil, deixaram o plenário como forma de boicote ao premiê.
Netanyahu chegou a ser vaiado quando foi chamado para discursar na Assembleia Geral. Nesse momento, várias pessoas começaram a deixar o evento. Ao fim de seu discurso, ele foi vaiado por alguns e aplaudido por outros.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



