Conflito Irã-Israel-EUA leva empresas a suspender rotas marítimas

Navios evitam Golfo Pérsico e Estreito de Ormuz diante de risco de escalada militar

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A escalada militar no Oriente Médio já começa a impactar o transporte marítimo internacional. Duas das maiores companhias do setor, a francesa CMA CGM e a alemã Hapag-Lloyd, determinaram nesse sábado (28) que seus navios evitem navegar pelo Golfo Pérsico. A informação é da Agence France-Presse (AFP).

Em nota, a CMA CGM informou que adotou a medida imediatamente. “Todos os navios que se encontram atualmente no Golfo Pérsico, ou que se dirigem para o Golfo Pérsico, receberam instruções, com efeito imediato, de permanecerem em segurança”, declarou a empresa, considerada a terceira maior transportadora marítima do mundo.

A companhia também comunicou que a rota pelo Canal de Suez está suspensa. A passagem, que conecta o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho, “permanece suspensa até novo aviso, e os navios serão desviados pelo Cabo da Boa Esperança”, no sul da África.

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A mudança aumenta o trajeto em milhares de quilômetros.Já a Hapag-Lloyd decidiu interromper temporariamente a navegação pelo Estreito de Ormuz.O local é estratégico para o comércio global, principalmente de petróleo. O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra cerca de 20% de toda a produção mundial de petróleo transportada por via marítima.Outras empresas também demonstraram preocupação.

A dinamarquesa Maersk alertou clientes sobre possíveis atrasos nas entregas, depois que embarcações precisaram mudar de rota diante do risco de agravamento do conflito.Ao longo do dia, a Força Naval da União Europeia informou que a Guarda Revolucionária do Irã fez alertas por rádio às embarcações. Segundo o comunicado, a passagem pelo Estreito de Ormuz “não estava autorizada”.Apesar disso, Bruxelas não anunciou novas medidas até o momento.

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Os Estados Unidos também emitiram recomendações. Washington orientou que navios comerciais “permaneçam afastados” do Golfo por causa de “importantes atividades militares” e pediu que “mantenham uma distância de 30 milhas náuticas com relação aos navios militares americanos a fim de reduzir o risco”.

A Força Naval da União Europeia afirmou estar “em estado de alerta máximo”.Dados do site especializado Marine Traffic mostram que parte dos petroleiros reduziu a velocidade, deu meia-volta ou interrompeu o trajeto antes de cruzar o Estreito de Ormuz nesse sábado.

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