Um
manifestante será executado por autoridades do
Irã nesta quarta-feira (14), informou a Hengaw, uma organização iraniana de direitos humanos curda. Erfan Soltani, de 26 anos, foi preso em conexão com
protestos na cidade de Karaj.
Uma fonte próxima à família contou à organização que a sentença de morte recebida por ele era definitiva. O grupo demonstrou preocupação com o caso, sobretudo devido ao “tratamento apressado e pouco transparente”.
Agências internacionais e a mídia estatal não confirmaram nenhuma sentença de morte até o momento.
Protestos no Irã: corpos de dezenas de vítimas são empilhados em necrotério
Cerca de 2 mil mortos no Irã
Um oficial do Irã afirmou que
cerca de 2 mil pessoas foram mortas durante os protestos que acontecem no país. Esta é a primeira vez que uma autoridade ligada ao governo do país reconhece o alto número de mortes que ocorreu nas manifestações. Em entrevista à Reuters, ele afirmou que os “terroristas” são os responsáveis pelos assassinatos tanto dos manifestantes, quanto dos agentes de segurança.
Os dados de mortos divulgados anteriormente eram atualizados pela Organização de Direitos Humanos dos EUA no Irã, o HRANA, que estimava pelo menos 544 mortes durante o período, incluindo 483 manifestantes e oito crianças. Ainda de acordo com a organização, mais de 10.600 pessoas foram presas durante as manifestações.
Protestos no Irã
Desde o dia 28 de dezembro do ano passado,
manifestantes vão às ruas de várias cidades do Irã em protesto contra aumento de preços e colapso da moeda local.
Esse é o maior movimento de
manifestação no Irã desde a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente ter violado as normas de vestuário para mulheres, em 2022.