Irã continua sem internet, mas conexão telefônica retorna em meio a protestos

O país está sem acesso à internet desde 8 de janeiro, ou seja, há mais de 108 horas

Esta captura de vídeo, feita em 13 de janeiro de 2026 a partir de imagens geradas por usuários e publicadas em redes sociais em 10 de janeiro de 2026, mostra confrontos em Mashhad, no nordeste do Irã.

O sinal de telefone no Irã foi reestabelecido nesta terça-feira (13), constatou um jornalista da AFP. O país, no entanto, segue sem acesso à internet em meio a protestos com repressão violenta.

Defensores dos direitos humanos acusaram a República Islâmica de cortar o acesso à internet para ocultar a repressão que, segundo eles, provocou centenas de mortes, ou até mais.

Os protestos começaram há duas semanas. No início eram contra o aumento do custo de vida, mas com o passar dos dias se transformaram em um movimento contra o regime teocrático que governa o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o xá.

O país está sem acesso à internet desde 8 de janeiro, ou seja, há mais de 108 horas, segundo a ONG NetBlocks.

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O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou nesta terça-feira ao canal Al Jazeera que o apagão foi estabelecido por supostas “operações terroristas” durante os protestos, que representam um grande desafio para o governo do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos.

“O governo dialogava com os manifestantes. A internet foi cortada apenas depois que nos vimos confrontados com operações terroristas e constatamos que as ordens vinham do exterior”, afirmou o ministro.

Desde sexta-feira os iranianos também não podiam ligar para o exterior, mas nesta terça-feira as linas telefônicas foram restabelecidas, constatou um correspondente da AFP.

A repressão a esses protestos desencadeou uma onda de condenações e indignação a nível internacional.

*Com AFP

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