O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou, nesta quarta-feira (21), que a “diplomacia moderada” é a única maneira de lidar com a crise da
Durante o discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Rutte disse que não daria detalhes sobre o tema, mas reforçou que está trabalhando essa questão nos bastidores. Ele planeja se reunir com o presidente dos EUA,
“Vejo que há tensões no momento, sem dúvidas. Novamente, não vou comentar sobre isso, mas posso garantir que a única maneira de lidar com isso é, em última análise, por meio de uma diplomacia moderada,” disse Rutte. “Podem ter certeza que estou trabalhando nessa questão nos bastidores, mas não posso fazê-lo publicamente”, acrescentou.
Leia também:
Em tom de ameaça, Trump discursa em Davos: ‘Tudo o que queremos é a Groenlândia’ ‘Sem os EUA, a Groenlândia estaria falando alemão’, diz Trump em discurso em Davos
O secretário-geral tentou desviar o foco de Trump da Groenlândia para uma discussão mais ampla da Otan sobre o fortalecimento da segurança no Ártico. Ele ainda descartou a possibilidade de que a crise possa levar ao colapso da aliança entre os países - criada há 76 anos.
“Em relação ao Ártico, acho que o presidente Trump está certo. Outros líderes da Otan também estão certos. Temos que defender o Ártico”, disse. “A Otan é crucial, não só para a defesa da Europa, mas também para a defesa dos Estados Unidos”, completou Rutte.
O chefe da Otan também respondeu aos repetidos comentários de Trump, que questionam se a Europa ajudaria a defender os EUA. “Digo-lhe que sim, eles ajudarão”, afirmou. “Não tenho dúvidas de que os Estados Unidos virão em nosso auxílio, e nós iremos em auxílio dos Estados Unidos”, comentou.
Ameaças de Trump
O republicano Donald Trump vem intensificando as pressões diplomáticas com países Europeus como estratégia para conquistar a Groenlândia. Ele anunciou a imposição de
Leia mais:
Por que Trump cobiça a Groenlândia? Veja quais são os atrativos da ilha Chanceler dinamarquês diz que Trump ‘tem desejo de conquistar a Groenlândia’
Confira o cronograma de sanções, compartilhados na Truth Social, a própria rede social do presidente:
- 1º de fevereiro: Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia sofrerão uma sobretaxa de 10% em todos os produtos exportados para os EUA.
- 1º de junho de 2026: A tarifa será elevada para 25%, permanecendo em vigor até que um acordo de “compra completa e total” do território seja concretizado.
Além da ameaça econômica, foi anunciado, nessa segunda-feira (19), que
Porém, Trump descartou o uso da força militar para ocupar a ilha. Em discurso em Davos, ele insistiu que quer o território e está propondo o início imediato de negociações para comprar a ilha.
* Com informações da AFP
(Sob supervisão de Alex Araújo)