Após cinco dias recebendo cuidados veterinários, morreu nesta quarta-feira (28) a onça-parda que foi atropelada na sexta-feira (23) no km 157 da MGC-135, na região da Fazenda Minará, no entorno do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, entre os municípios de Itacarambi e Januária, no Norte de Minas.
A morte do animal foi confirmada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICMBio), que participou do resgate e do acompanhamento do caso. A onça, também conhecida como suçuarana, foi encontrada às margens da rodovia por moradores e brigadistas do ICMBio, com ferimentos graves na cabeça, após entrar em uma vegetação próxima ao local do atropelamento.
Onça-parda é resgatada após ser atropelada em rodovia no Norte de MG
— Itatiaia (@itatiaia) January 24, 2026
📹 Divulgação | Corpo de Bombeiros
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Durante o resgate, realizado pelo Corpo de Bombeiros e pelo ICMBio com apoio de populares, foi constatado que o animal apresentava traumatismo craniano, além de sangramento na região da boca e do focinho. O médico veterinário Dermeval Magalhães Guedes Júnior realizou o atendimento emergencial inicial, adotando protocolo para reduzir a pressão intracraniana na tentativa de salvar a vida do felino.
A onça foi encaminhada inicialmente para uma clínica veterinária em Januária. Na manhã de sábado (24), seguiu para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Ibama, em Montes Claros, onde permaneceu sob cuidados especializados até a tarde de terça-feira (27). Em seguida, foi transferida para o CETAS de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, unidade com equipe e estrutura para procedimentos mais complexos. Apesar dos esforços das equipes envolvidas, o animal não resistiu.
Em publicação nas redes sociais, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu lamentou a morte da onça-parda e destacou que o caso serve de alerta para os riscos de atropelamentos de fauna em rodovias que cortam áreas de mata. A instituição reforçou a importância de controlar a velocidade, redobrar a atenção especialmente ao amanhecer e ao entardecer, observar a vegetação às margens das estradas e acionar os órgãos ambientais ao encontrar animais silvestres feridos ou em situação de vulnerabilidade.