O impasse na negociação salarial entre patrões e empregados do transporte coletivo urbano de Juiz de Fora movimentou a quinta-feira (28). A proposta negada na reunião mediada pela Gerência Regional do Trabalho passou por votação em duas assembleias nesta quinta (28) no Sindicato dos Enfermeiros, na Rua Barão de Cataguases, 55, no Santa Helena.
Após a primeira da duas assembleias, integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Juiz de Fora (Sinttro) saíram em passeata pelo Centro. Houve paralisação do serviço por causa da caminhada entre as Avenidas Rio Branco e Getúlio Vargas. O funcionamento foi retomado pouco antes de 13h.
Em nota, Consórcio Via JF informou que a paralisação foi irregular e ilegal. E que segue atuando dentro da legalidade, conforme a agnda de negociações programadas. fi uma ação ilegal.
Em posicionamento, a Prefeitura destacou que se trata de uma situação entre empregadores e empregados e que ela não pode e nem deve interferir. (Leia abaixo a íntegra de ambas as notas)
Na assembleia à tarde, foi aprovada uma contra-proposta. Em entrevista à Itatiaia, o vice-presidente Claudinei Janeiro destacou que a paralisação ou greve da categoria ainda estão em aberto, caso não haja acordo. Ouça.
Como a Itatiaia informou, nesta segunda (25),
A próxima reunião entre as partes está marcada para segunda-feira (1º).
Nota do Consórcio Via JF
O Consórcio Via JF informa que a paralisação promovida pelo Sindicato dos Rodoviários é ilegal e irregular, em afronta ao disposto na Lei nº 7.783/1989 (Lei de Greve), por não respeitar os requisitos legais de aviso prévio e manutenção mínima dos serviços essenciais.
Reafirmamos que temos atuado dentro da legalidade e da boa-fé negocial, seguindo a agenda de negociações programada, com o objetivo de alcançar reajuste salarial justo à categoria, sem prejudicar a população usuária do transporte coletivo.
O Consórcio reitera seu compromisso com o diálogo transparente, a mediação das autoridades competentes e a continuidade do serviço público essencial, buscando sempre soluções equilibradas e pautadas nos princípios da razoabilidade, proporcionalidade e boa-fé.
Nota da Prefeitura de Juiz de Fora
A Prefeitura de Juiz de Fora informa que a manifestação da categoria diz respeito a uma negociação entre empregadores e empregados, sendo conduzida exclusivamente pelas partes envolvidas. Por se tratar de um tema trabalhista, a Administração Municipal não pode (e nem deve) interferir diretamente no seu andamento.
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