O Complexo Hospitalar de Barbacena (CHB), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), realizou os primeiros procedimentos com o uso da neuronavegação, tecnologia de ponta que funciona como um GPS, permitindo localizar lesões com extrema precisão.
Em 24 de janeiro, a tecnologia foi utilizada em todas as etapas de uma biópsia de tumor cerebral e contou com cerca de dez profissionais, entre neurocirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros e técnicos.
Dois dias depois, a unidade realizou mais uma cirurgia de alta complexidade com neuronavegação, que durou mais de 7h. Também foram utilizados a monitorização neurofisiológica, que é a avaliação em tempo real da integridade do sistema nervoso e aspiração ultrassônica (ondas de ultrassom de alta frequência para fragmentar e aspirar tecidos de forma precisa.
Referência em traumatologia, ortopedia, queimados e atendimento a pacientes com acidente vascular cerebral (AVC), a unidade atende Barbacena e 50 municípios da macrorregião Centro-Sul de Minas Gerais, totalizando cerca de 800 mil pessoas.
O que é a neuronavegação?
Segundo a Fhemig, a técnica utiliza exames de tomografia e ressonância magnética do paciente para mapear e orientar o médico em tempo real, indicando a posição exata da lesão. Pode ser usada em biópsias, remoção de tumor, lesões profundas e cirurgias próximas a regiões importantes do cérebro.
De acordo com o coordenador do Serviço de Neurocirurgia do CHB, Carlos Eduardo Ferrarez, os principais benefícios incluem menor agressão ao tecido cerebral saudável, mais segurança, redução de sequelas e recuperação mais rápida.
Por permitir procedimentos mais complexos, reduz a necessidade de encaminhamentos de pacientes para outros municípios, o que agiliza o tratamento.
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