Um show para ser feliz, emocionar, acreditar e cantar junto. Em 2026, ao completar 80 anos, enquanto prepara um álbum especial em comemoração a data, João Bosco volta aos palcos, com um show de sucessos, unindo as pérolas de sua nova safra musical ao já brilhante repertório, consagrado como tema em inúmeras novelas, jogando luz na desesperança e comungando da crença em dias melhores.
E o show Quarteto, que ele volta aos palcos do Cine-Theatro Central, em Juiz de Fora, em 14 de março de 2026, às 21h. A classificação é 18 anos; adolescentes podem entrar acompanhados somente dos pais ou responsável legal.
Um dos grandes mestres da canção popular, João nunca se rendeu a modismos, ou se desviou do caminho que decidiu traçar e que o levou de Ponte Nova, no interior de Minas Gerais, até os mais importantes palcos do Brasil e do mundo.
Mineiro de alta patente, sua timidez restringe-se ao convívio pessoal, pois no palco, João Bosco, com o inconfundível violão, torna-se um gigante, hipnotizando plateias com dezenas de sucessos que marcaram a história do Brasil, como “O Bêbado e a Equilibrista”, “O Mestre Sala dos Mares”, “Bala com Bala”, “Kid Cavaquinho”, ” Falso Brilhante”, “De frente pro crime” ,”Rancho da Goiabada”, “Jade” e “Bijuterias”, dentre tantas outras canções inesquecíveis.
Em autorretrato, apresenta-se como um artista cuja “ boca é toda ouvidos para o meu coração” e com “ ouvidos que atentam para outras bocas”. Diz ainda ser “amamentado” pelo seu violão e “morar na estrada” concluindo: “ sem saber quem sou e nem porque vim, eu vou. ”
E a sorte é toda nossa de poder acompanhar a continuidade da linda trajetória desse grande artista “estradeiro ”, artesão caprichoso que segue tecendo as melhores tramas musicais, por todo o mundo!
Em 2024, João Bosco em sintonia com a profecia de Ailton Krenak, que afirmou ser dos povos originários que virá a cura, o adiamento do fim do mundo, e com a sabedoria de quem sabe ver o futuro que a origem guarda, destilada há décadas nas cordas de seu icônico e inconfundível violão, lançou seu primeiro álbum de inéditas, desde 2020, “Boca Cheia de Frutas”, que recebeu dos jornais “O Globo”, “ Folha de São Paulo” “ O Estado de São Paulo “ e da revista “Carta Capital”, o reconhecimento de ser um dos mais importantes lançamentos fonográficos do ano.
Em 2025, o show “Boca Cheia de Frutas” ganhou os palcos de todo Brasil, com essas mesmas cores, alegria e otimismo do álbum, em verdadeiras celebrações com o público presente, ganhando um registro audiovisual disponível no canal do youtube do artista.
De Ponte Nova para o mundo
João Bosco nasceu em Ponte Nova, Minas Gerais, no dia 13 de julho de 1946. Cantor, compositor e violonista, viveu sua infância ao lado de nove irmãs e irmãos, em um ambiente modesto, porém bastante musical.
O bandolim, o piano, o canto e o violino faziam parte de seu cotidiano familiar e, aos 12 anos de idade, ganhou de uma de suas irmãs um violão verde, seu primeiro instrumento. Apaixonado por Elvis Presley, Ray Charles, e seus contemporâneos cujos discos chegavam até Ponte Nova, passou a integrar o conjunto de rock “X-Gare”, referência à música “She’s got it”, sucesso de Little Richards.
Alguns anos depois, ingressou na Escola de Minas, em Ouro Preto, cursando Engenharia Civil, cidade onde também conheceu Vinícius de Moraes, um encontro que o fez reunir-se irrevogável e eternamente com sua música. Apesar de não deixar de lado os estudos, dedicava-se sobremaneira à carreira musical, influenciado principalmente por gêneros como o Rock, o Blues o Jazz e a Bossa Nova.
Em 1972, teve sua primeira gravação fonográfica, marco inicial de sua profissionalização, no projeto Disco de Bolso, do jornal “O Pasquim”, onde um artista consagrado apresentava um artista jovem, a ser revelado ali. João Bosco apareceu no lado B de Tom Jobim, que lançava no lado A aquela que viria a ser uma das mais emblemáticas canções brasileiras, “ Águas de Março ”, enquanto Bosco lançava sua parceria com Aldir Blanc, “ Agnus Sei ”
O disco se chamava: “O tom de Antônio Carlos Jobim e o tal de João Bosco”.
De 1972 até hoje, foram mais de 32 álbuns com grandes sucessos e trilhas de novela que marcaram gerações.