Samba ‘Tristeza Pé no Chão’ se torna Patrimônio Cultural Imaterial de Juiz de Fora

Após conclusão do processo, decreto que autoriza o registro foi publicado nesta sexta (13) e já está em vigor.

Um dos mais conhecidos sambas brasileiros, “Tristeza pé no chão”, composto por Armando Fernandes Aguiar, o Mamão, é oficialmente Patrimônio Cultural Imaterial de Juiz de Fora. O decreto 17,721, que regulamenta o registro, foi publicado nesta sexta (13) e já está em vigor.

Foi a conclusão do processo aberto em 2009 que recolheu subsídios para a tomada de decisão pelo Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural (Compac). Com o reconhecimento oficial, o samba passa a integrar o Patrimônio Imaterial no Instituto de Patrimônio e Artístico Nacional (IPHAN) e no Livro de Registro Formas de Expressão.

Segundo a Fundação Alfredo Ferreira Lage, a medida garante ações de preservação, valorização e difusão da obra, que foi lançada em 1972 e apresentada no Cine-Theatro Central durante o Festival de Música Popular Brasileira no município.

A desilusão no ritmo da cuíca e da percussão ficou conhecida na voz de Clara Nunes, atravessou décadas emocionando gerações e se tornou parte da memória coletiva juiz-forana e da Música Popular Brasileira.

Foto de Mamão e Clara Nunes durante apresentação de ‘Tristeza pé no chão’ em 1972 foi incluída no registro

"É uma expressão do samba juiz-forano, marcado pelo entrelaçamento das tradições cariocas, das referências de matrizes africanas e das identidades mineiras, revelando-se como prática híbrida e viva; O samba é uma expressão poética de resistência da música juiz-forana popular, que se concentra nos becos, bares e nos carnavais de rua; O valor histórico e cultural da música, reconhecido como um bem cultural inscrito na memória coletiva de Juiz de Fora, sendo lembrada como elo entre diferentes gerações, fonte de inspiração para músicos e intérpretes”, diz o texto do decreto.

Armando Fernandes Aguiar, o Mamão, tem 87 anos. Desde pequeno, frequentava a Escola de Samba Feliz Lembrança, ao lado do pai. Sambista, compositor e cantor, é o fundador do Bloco do Beco, um dos mais tradicionais do município e que também é Bem Imaterial de Juiz de Fora. “O compositor Armando Fernandes de Aguiar, o Mamão, é enaltecido como figura histórica de grande relevância, sendo sua obra reconhecida como núcleo da identidade musical e poética da cidade”, cita a publicação.

Bens culturais de natureza imaterial de Juiz de Fora

O samba ‘Tristeza pé no chão’ fará parte da lista, onde já estão:

  • Festa Alemã
  • Receita do Pão Alemão
  • Centro de Estudos Teatrais - Grupo Divulgação
  • Batuque Afro-brasileiro de Nelson Silva
  • Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga
  • Concurso Miss Brasil Gay
  • Banda Daki
  • Apito do Meio-dia
  • Hino ‘Oh! Minas Gerais’
  • Roda de capoeira
  • Bloco do Beco
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Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.

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