PCMG indicia fotógrafo e vigilantes por estupro coletivo de mulher em MG

Caso foi em abril em condomínio de alto padrão em Juiz de Fora. Fotógrafo está foragido há quase um mês.

Em abril, em coletiva, integrantes da PCMG falaram sobre investigação do caso de estupro coletivo em Juiz de Fora

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou os quatro envolvidos no caso de estupro coletivo de uma mulher em um condomínio de Juiz de Fora. O inquérito foi concluído na sexta-feira (9) e já foi encaminhado para a Justiça.

A delegada responsável, Flávia Granado, explicou que os três vigilantes de 33, 41 e 48 anos foram indiciados por estupro de vulnerável. Além deste crime, o fotógrafo de 28 anos também responde por produção de cena de sexo explícito ou pornografia de vulneráveis, como previsto artigo 216-B do Código Penal.

As apurações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que realizou a coleta de provas, de evidências e imagens de câmeras de segurança e ouviu o depoimento de testemunhas, vítima e suspeitos.

Os três vigilantes já estão presos. O fotógrafo está foragido. A delegada Flávia Granado, solicitou à Justiça a conversão da prisão temporária dos suspeitos em preventiva. “Essa medida visa garantir a ordem pública e a segurança da vítima e da sociedade”, afirmou.

A Polícia Civil reiterou que mantém esforços para localizar o fotógrafo foragido e orienta à população que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito seja imediatamente comunicada às autoridades por meio do Disque-Denúncia 181, de forma sigilosa. Conforme apuração da Itatiaia, ainda não há autorização oficial para divulgar a imagem dele.

A defesa do fotógrafo informou à Itatiaia que ainda não foi notificada oficialmente do indiciamento.

Resumo do caso

Como a Itatiaia divulgou, no dia 7 de abril, os quatro indiciados estupraram uma mulher em um condomínio de alto padrão em Juiz de Fora. Horas antes, ela e amigas estavam em um bar, ingeriram bebidas alcoólicas e foram levadas para casa por um fotógrafo, que ofereceu ajuda.

Este homem foi embora, com a chegada de um amigo da vítima. No entanto, as imagens do sistema de monitoramento registraram que o suspeito identificado fotógrafo voltou ao local, conseguiu entrar no condomínio e, acompanhado de vigilantes do condomínio, invadiu a casa da vítima, onde o estupro aconteceu.

A vítima só se deu conta do que houve ao acordar mais tarde. Então, buscou atendimento médico e acionou a Polícia Militar (PM) para o registro da ocorrência. Em nota, a Polícia Militar informou que os suspeitos foram identificados e qualificados no Boletim de Ocorrência, porque não houve flagrante.

O caso chocou a população. A Secretaria Especial de Mulheres repudiou o crime e informou que acompanhava os desdobramentos .

Alguns dias depois, após o fim do período de flagrante, o fotógrafo acompanhado dos advogados de defesa se apresentou à Delegacia para prestar depoimento, onde foi ouvido e liberado. Na época, a defesa afirmou à Itatiaia que o cliente era inocente e que “alguns arquivos de mídia foram entregues para a delegada, que comprovam a inocência do acusado e comprovam que a relação aconteceu com o consentimento da vítima”.

No dia 14 de abril, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão temporária contra cinco suspeitos - quatro vigilantes, que foram presos e o fotógrafo, que não foi encontrado e, desde então, está foragido. Dois dias depois, foi revogada a prisão de um dos vigilantes, de 48 anos, porque imagens comprovaram que ele não participou do crime.

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Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.

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