James Vowles, chefe de equipe da Williams, revelou expectativas para a equipe na temporada 2026 da
A escuderia
Com isso,
Vowles lamentou a ausência no shakedown, mas destacou o empenho da equipe nos Testes Virtuais de Pista (VTT, em inglês).
“Eu teria preferido muito mais estar em Barcelona. Esse era o objetivo, era o que pretendíamos fazer, e não conseguimos. No entanto, o que fizemos em termos de uma semana de VTT que foi bem-sucedida, e o que temos feito com Carlos (Sainz) e Alex (Albon) no simulador de piloto em conjunto, enquanto todos os outros estavam em Barcelona”, disse Vowles em entrevista ao site oficial da Fórmula 1.
Adiante, o chefe de equipe da Williams exaltou a parceria com a Mercedes, fornecedora de motores da escuderia, como fator que auxilia o time inglês.
“Além disso, e temos a sorte de a Mercedes ter tido carros suficientes para testes, recebemos bastante informação sobre a caixa de velocidades e a unidade de potência, o que nos permite estar em vantagem quando chegarmos ao Bahrein. Isso significa que não acredito que, com seis dias de testes, estaremos em desvantagem”, afirmou.
Aprendizados com Testes Virtuais de Pista
Na sequência, Vowles revelou quais foram os aprendizados da Williams com os Testes Virtuais de Pista. O dirigente apontou que a equipe que as sessões no VTT “expuseram diversos problemas escondidos do carro”.
“Um pouco disso se deve à sorte, porque o motor e a unidade de potência são confiáveis, a caixa de câmbio é confiável, e os testes VTT revelaram muitos dos problemas que estavam escondidos no carro”, iniciou Vowles.
“O que falta é muito conhecimento para que os pilotos aperfeiçoem instintivamente o que está acontecendo na pista. O que falta é uma correlação entre o estado real da nossa aerodinâmica e o estado real da dinâmica do nosso veículo – os dados da pista são a única maneira de estabelecer isso”, continuou.
“Portanto, houve um prejuízo, mas com seis dias de testes, com nosso simulador de condução interativa – no qual investimos, que é de última geração e do qual tenho muita confiança de que é a referência no setor – em funcionamento desde o final do ano passado, conseguimos mitigar grande parte desses prejuízos”, finalizou.
Projeção para o campeonato
Por fim, o chefe de equipe projetou o desempenho da equipe na temporada 2026 da Fórmula 1. Em 2025, a Williams terminou o Mundial de Construtores na quinta colocação, com 137 pontos.
Para o dirigente, o salto para a entrada no top4 é mais complicado que o feito pela escuderia nos últimos anos, quando saiu das últimas colocações do Mundial de Construtores para o patamar atual.
“Não somos ingênuos quanto ao desafio que temos pela frente ou ao desafio que enfrentamos agora. A transição do quinto para o quarto lugar, na minha experiência, é exponencialmente mais difícil do que o que já conquistamos”, avaliou.
“Não esperamos estar na disputa pelo campeonato, mas esperamos que 2025 seja o nosso novo patamar inicial, e que continuemos a impulsionar o negócio ano após ano a partir daí. Nosso principal objetivo no momento é garantir que nos esforcemos ao máximo, recuperemos o atraso, cheguemos ao Bahrein de cabeça erguida e continuemos avançando”, encerrou James Vowles.
Testes de pré-temporada da Fórmula 1
Os carros da Fórmula 1 voltam à ação entre os dias 11 e 13 fevereiro para a primeira bateria de testes oficiais de pré-temporada, em Sakhir, no Bahrein. Posteriormente, as equipes realizarão mais uma sessão de testes, no mesmo país, entre os dias 18 e 20 de fevereiro.
O início oficial da temporada será no dia 5 de março, com o começo do Grande Prêmio da Austrália.