Rachel Sheherazade dispara contra suspeitos de matar cão Orelha: ‘Aberrações’

Rachel Sheherazade fez um longo pronunciamento sobre a morte do cão Orelha nas redes sociais

Rachel Sheherazade

A jornalista e ex-Fazenda Rachel Sheherazade chamou os suspeitos de matar o cão Orelha de “aberrações sociais” em um vídeo postado nas redes sociais. O animal comunitário foi espancado por quatro adolescentes na Praia Brava, em Santa Catarina. Após o crime, dois deles foram para os Estados Unidos (EUA).

Em um longo pronunciamento, Rachel Sheherazade destacou que os jovens também são suspeitos de tentar afogar outro animal. “Seria muito simples classificar esses jovens como psicopatas. Psicopata é um antissocial desprovido de sentimentos, de empatia e de remorso. Mas a psicopatia não explica nem pode justificar todo o comportamento humano cruel”, iniciou a jornalista.

“Quando a gente afirma que um assassino é um psicopata, a gente retira desse indivíduo qualquer responsabilidade por seus atos. Os quatro assassinos de Florianópolis são, na verdade, aberrações sociais. O comportamento deles é uma deturpação daquilo que é tido como natural, como aceitável”, disparou Rachel.

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Em outro trecho, ela declarou: “Eu desejo, mas não espero justiça no caso do cachorro Orelha. Com o poder econômico e a influência política das famílias desses assassinos, é muito pouco provável que ela aconteça. O porteiro que presenciou a violência contra o animal foi intimidado e demitido. A justiça está fazendo vista grossa e descartou qualquer perícia nos celulares e nos computadores dos assassinos.”

“Prova? Para que prova, né? Bom, vamos dar tempo ao tempo para que a internet se acalme e a poeira baixe. Daqui a pouco tempo, Orelha será esquecido, como tantas vítimas do ódio antes dele. E por que eu continuo indignada se eu sei que a justiça não será feita? Porque o humano em mim insiste em sobreviver, apesar de tudo”, concluiu.

A ativista Luisa Mell, que acompanha o caso de perto em Santa Catarina, expôs, nesta quarta-feira (28), o laudo da morte de Orelha.

“No exame clínico apresentava lesão grave na região da cabeça, principalmente na face esquerda com inchaço em grau grave, protusão media do olho esquerdo, sangramento bucal e nasal, e possíveis fraturas na mandíbula e maxilar. Apresentava também ataxia generalizada, dispneia e bradicardia. Após procedimento básico de reverter caso clínico veio a óbito”, destacou o documento.

Morte de Orelha

O cão comunitário Orelha foi brutalmente agredido e encontrado agonizando por uma mulher na Praia Brava, em Santa Catarina. Ele chegou a ser levado a um veterinário, mas passou por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.

Quatro adolescentes são suspeitos de terem cometido o crime. Dois deles foram alvos de mandados de busca e apreensão da PC nessa segunda-feira (26), enquanto os outros dois estão em viagens programadas aos Estados Unidos.

Os adolescentes também são alvos de investigação por maus-tratos a outro animal, um cão caramelo que teria sido jogado no mar e sobreviveu.

Três homens, um advogado e dois empresários foram indiciados pelo crime de coação no curso do processo. Dentre eles, estão pais e um tios dos adolescentes.

O caso causou revolta nas redes sociais. Diversos famosos e políticos se manifestaram pedindo justiça pelo cão.

Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‘NaTelinha’ e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.

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