Segundo a unidade de saúde, a poetisa, de 90 anos, segue internada, mas já apresentou melhora no quadro. “O Hospital vem a público esclarecer que a poetisa Adélia Prado encontra-se internada nesta instituição para acompanhamento e tratamento de saúde, evoluindo de forma estável e com melhora clínica progressiva”, iniciou a nota.
Além da queda, que causou fraturas no fêmur e lesões no cotovelo e no punho, Adélia também trata complicações renais. “No momento, a paciente encontra-se acordada, orientada, hemodinamicamente estável, sem necessidade de uso de drogas vasoativas, apresentando melhora da função renal”, comunicou.
O hospital informou que ela “permanece sob cuidados da equipe multiprofissional, com monitorização contínua e assistência especializada.”
Adélia Prado
Moradora de Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, Adélia Prado é considerada uma das maiores escritoras do país.
Ao longo de sua extensa carreira, escreveu peças de teatro, monólogo, teve obras traduzidas para o inglês e o espanhol, e escreveu até para espetáculos de balé. São mais de 20 obras publicadas, em verso, prosa e antologias.
Em 1978, Adélia Prado venceu o Prêmio Jabuti, um dos mais importantes prêmios literários do país, com a publicação de ‘O Coração Disparado’.
Além do Prêmio Jabuti, Adélia Prado também foi agraciada com o Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil (2007), o Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional (2010), o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (2010) e o Prêmio Clarice Lispector (2016).
Em 2014 foi agraciada com a classe Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cultural, uma das maiores honrarias do governo brasileiro para o setor cultural. Dois anos depois, foi vencedora do Prêmio do Governo de Minas Gerais de Literatura.
Em 2024, a poetisa foi