Durante debate promovido pela Alterosa, Duda Salabert (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB) criticaram o atual prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), ao afirmarem que o candidato à reeleição teria “apertado a mão da máfia do transporte”.
Gabriel Azevedo alegou que Fuad teria recebido dinheiro de empresários de ônibus para fazer campanha.
“A dúvida é a seguinte: ele foi o sujeito que fez um contrato cheio de maracutaia lá em 2006, no governo estadual, para inspirar o contrato corrupto de 2008. Ele já está recebendo antecipado, dado que o próximo prefeito vai ser responsável pelo novo contrato de ônibus assim que esse terminar?”, criticou Gabriel.
“Cuidado com essa imagem de um senhor de suspensório na televisão que parece muito bonzinho”, concluiu candidato.
O atual contrato de ônibus, feito em 2008 e que se encerra em 2028, vem sendo tema constante nos debates para as Eleições municipais 2024.
Rogerio Correia (PT) e Bruno Engler (PL) também discutiram a possibilidade de um novo contrato
Rogerio Correia afirmou que irá desfazer o atual contrato, já Bruno Engler propôs “abrir a caixa preta” e disse que só irá desfazer o contrato caso encontre alguma irregularidade.
“Nós vamos, no primeiro dia do nosso governo, refazer completamente esse contrato e vamos desfazê-lo. É bom lembrar que esse contrato teve 7 aditivos, quase todos feitos na pandemia. Na época tinha um presidente da Câmara que não quis que esse contrato fosse desfeito”, disse Rogerio - em menção a Gabriel Azevedo.
“Então se tem alguém que tem que explicar o rabo preso com o transporte não é só o Fuad, é também o presidente da Câmara”, criticou Rogerio.
Bruno Engler, por outro lado, atacou Rogerio ao dizer que o problema foi criado pelo PT.
“Esse discurso não cola. Vocês criaram o problema e vão resolver o problema? Quando o Pimentel assinou o contrato ele já era de 20 anos, não foi uma coisa inventada depois”, questionou.
“O PT não tem moral pra resolver o transporte público de BH. Eu vou abrir a caixa preta e caso tenha irregularidade eu não tenho problema nenhum de suspender ou rever o contrato”, explicou.