Votação sobre proibição de casamento homoafetivo é adiada

Integrantes de movimentos sociais ocuparam plenarinho e reunião que decidiu pelo adiamento começou com duas horas de atraso

Debate sobre Projeto de Lei que proíbe o casamento homoafetivo no Brasil

Após cinco horas de espera e debates intensos, a votação do projeto de lei que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi adiada para a próxima quarta-feira (27). Antes, na terça-feira (26) será realizada audiência pública. A reivindicação foi feita por deputados que são a favor da matéria.

Apesar da resistência de deputados conservadores, ficou acordado que na não haverá obstrução (elementos que podem atrasar a apreciação) por parte dos defensores da união homoafetiva e que 10 oradores de cada uma das partes terão direito a palavra por 15 minutos. Atos previstos pelo regimento como: destaques (separação de trecho para discussão posterior), encaminhamento de votação, tempo de fala de liderança e verificação de quórum (contagem de presença) não serão considerados obstrução.

Militantes de movimentos LGBTQIAPN+ lotaram o Plenarinho 4 da Câmara dos Deputados para tentar impedir a votação do projeto que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo gênero no Brasil. Após pedido da deputada Laura Carneiro (PSD- RJ) foi adiada. A votação na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara estava prevista para às 12h e começou às 14h.

A proposta prevê que relação entre casais homossexuais não pode se equiparar ao casamento ou à entidade familiar. Caso vire lei, o projeto não poder anular casamentos anteriores.

O PL 580/2007, originalmente apresentado pelo ex-deputado Clodovil Hernandes, falecido em pretendia alterar o Código Civil para reconhecer o casamento homoafetivo. O texto foi resgatado pela bancada conservadora e alterado pelo relator, o deputado federal Pastor Eurico (PL-PE). O projeto está há 16 anos na Casa.

A presença de militantes na comissão, segundo uma parlamentar defensora da causa LGBT, foi uma estratégia para pressionar deputados que não são conservadores a desistirem de votar pela proibição.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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