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Metaverso de extremos: loja de cannabis e delegacia

Nos EUA, comerciantes de produtos a base de THC já adotaram o ambiente digital. Já em Ajman, nos Emirados Árabes Unidos, polícia abriu delegacia virtual

É possível visitar o espaço da Higher Life no metaverso, mas as compras são feitas no site

Desde dezembro, a Higher Life CBD Dispensary LLC tem uma loja no Voxels, uma plataforma de metaverso que opera com criptomoeda e tokens não fungíveis (NFTs). A Higher Life comercializa produtos a base de cannabis e, no site, informa que oferece "uma linha de produtos de CBD e cânhamo de alta qualidade formulados para que o usuário experimente uma gama completa de benefícios saudáveis enquanto proporciona sensação de relaxamento completo".

A unidade física da Higher Life fica em uma rua central da cidade de Indianápolis, em Indiana. No metaverso, os avatares não conseguem comprar os produtos, mas se tocarem no registro de vendas são levados ao site da companhia, onde é possível encomendar os. Brandon Howard, CEO da Higher Life, diz mil pessoas visitam a loja digital diariamente.

E ela não é a única a ter adotado o ambiente digital: nos EUA, vários comerciantes de produtos a base de cannabis já se estabeleceram no metaverso. Na plataforma Decentraland, o destaque é a marca Kandy Girl, que produz balas mastigáveis com THC que podem ser entregues em boa parte dos EUA.

A Kandy Girl já faturou US$ 30 mil em NFTs com vestíveis virtuais — entre eles, penas que parecem folhas de maconha. A Decentraland destaca que é preciso obedecer as regras governamentais acerca do produto e de seus derivados — ou seja, é proibido vender para países em que o comércio dos itens é proibido.

Para Lisa Buffo, fundadora e CEO da Associação de Marketing de Cannabis, no metaverso, os vendedores vão poder discutir as vantagens de seus produtos com muito mais liberdade do que no Facebook, por exemplo, onde a publicidade de produtos a base de maconha é proibida. E, nos próximos anos, será possível comprar maconha diretamente no metaverso — se houver redução das restrições que cercam o produto.

Delegacia virtual

Delegacia de Ajman atende aos avatares de cidadãos

O mesmo metaverso que abriga o comércio de cannabis tem espaço para a polícia do emirado de Ajman (o menor integrante dos Emirados Árabes Unidos), que abriu uma delegacia para avatares dos cidadãos. Assim, eles não precisam nem ir presencialmente até o distrito policial.

Autoridades e civis podem interagir a partir de óculos Quest ou de smartphones, tablets, laptops e computadores. O Comando Geral da Polícia de Ajman informa que esse é o primeiro serviço policial desse tipo nos Emirados Árabes Unidos e que a polícia local é o primeiro órgão do governo no emirado de Ajman a entrar nesse ambiente.

Em dezembro do ano passado, os Emirados Árabes Unidos flexibilizaram algumas leis sobre drogas. Assim, viajantes que chegam ao país com produtos contendo THC, o principal componente intoxicante da cannabis, não são presas na primeira vez. Os produtos, entretanto, serão confiscados e destruídos.

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