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Corpo de suspeito de ter matado Bárbara Victória ainda não foi reconhecido no IML

Familiares afirmam que suspeito se matou por não aguentar a pressão de ser acusado por um crime que não cometeu

Familiares de Paulo Sérgio de Oliveira ainda não foram ao Instituto Médico Legal (IML)

Familiares de Paulo Sérgio de Oliveira, 50 anos, ainda não foram ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte para reconhecer e liberar o corpo. O homem é o principal suspeito de ter matado a menina Bárbara Victória, de 10 anos, em Ribeirão das Neves. A garotinha desapareceu no último domingo (31) e teve o corpo encontrado dois dias depois. Familiares, no entanto, afirmam que ele não tem nenhuma relação com o crime e que se enforcou por não suportar a pressão de ser acusado por algo que não teria feito.

A Polícia Civil coletou material genético de Paulo Sérgio e os exames de DNA devem ficar prontos em até um mês.

Paulo é o homem que aparece em imagens de câmeras de segurança da região caminhando ao lado da menina em diferentes momentos. O corpo dele foi encontrado na casa de uma tia, no bairro Cachoeirinha, região Nordeste de Belo Horizonte. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou que há indícios de suicídio por enforcamento.

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Conforme fontes da Itatiaia, o corpo de Paulo deu entrada no IML sem documentação. Paulo prestou depoimento na última segunda-feira (1º), mas foi liberado pela Polícia Civil por falta de provas.

Investigação

A reportagem da Itatiaia apurou alguns pontos da investigação que ainda precisam ser esclarecidos. Um deles é a possibilidade de o corpo de Bárbara ter sido desovado na madrugada de segunda (1º) para terça-feira (2), data em que o suspeito não estaria mais no bairro, uma vez que ele corre risco de ser linchado na região. Fontes ligadas à perícia acreditam que o corpo não estava no matagal desde domingo (31), dia em que ela desapareceu.

Outro ponto intrigante é que há uma suspeita de que o corpo tenha sido levado até o campo de carro. Paulo não tinha veículo.

Um passo importante no caso foi coleta de material genético do suspeito feita na noite dessa terça-feira (2), informação dada com exclusividade pela Itatiaia.

Contradições

No primeiro contato com policiais militares na segunda-feira (1º), Paulo negou ser a pessoa que aparecia nas imagens. Entretanto, o filho dele o identificou. De acordo com o registro policial, ele disse: "amo o senhor, pai, mas não posso negar que no vídeo que é o senhor".

Isso gerou imensa suspeita e os policiais decidiram ir até o lote onde ele mora. Na entrada da casa, a polícia encontrou uma sacola de pão semelhante à que a criança estava segurando antes de desaparecer.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, a polícia perguntou se ele havia comprado o pão e ele confirmou. Mas, não soube precisar o horário que foi até a padaria no último domingo (31). Porém, em conversa com a repórter Amanda Antunes, a dona do estabelecimento negou que ele tenha ido ao local no dia do desaparecimento.

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