O consórcio de imóveis se destacou como uma das principais escolhas dos brasileiros na hora de conquistar a casa própria no primeiro semestre deste ano. A modalidade movimentou, apenas nos primeiros sete meses do ano, cerca de R$146,56 bilhões de volume de créditos comercializados, segundo relatório da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).
O valor representa um aumento de 57% na procura pela modalidade quando comparado com o mesmo período do ano passado. Apenas em junho de 2025, o
O segmento viu o número de vendas de cotas chegar a 695,89 mil, no primeiro semestre, enquanto as contemplações chegaram a quase 80 mil, com R$16,65 bilhões em créditos liberados. Os números demonstram a elevada demanda pela modalidade.
Para o educador financeiro e executivo e sócio da Multimarcas Consórcios, Fernando Lamounier, a busca pelo consórcio se deve ao fato de ser uma modalidade de crédito que traz mensalidades que cabem no bolso.
“O crescimento significativo da demanda por consórcios deve-se à imprevisibilidade da taxa de juros, prejudicando a aquisição de bens de valor pelo financiamento, fazendo do consórcio uma opção viável em longo prazo para a aquisição desses bens. Além disso, o aumento da demanda também ocorre graças à necessidade de planejamento financeiro que está se impondo à população devido à situação financeira atual”, reforçou Fernando Lamounier.
Alternativa em meio a alta do preço do imóveis
O aumento nos valores dos imóveis e, consequentemente, no valor médio das entradas nos financiamentos, é visto como um incentivo à migração para o consórcio. Segundo o Índice FipeZAP, responsável pelo monitoramento de 56 cidades brasileiras, houve uma valorização média de 3,33% nos preços de imóveis residenciais nos primeiros três meses deste ano.
Os dados divulgados pela ABAC reforçam essa tendência: o tíquete médio mensal de julho somou R$270,12 mil, representando um aumento de 48,2% em relação ao ano passado. Em meio a isso,
Com parcelas cada vez mais pesadas para o bolso do brasileiro, além das exigências rigorosas dos bancos, o cenário contribui para a restrição significativa da aprovação do crédito, deixando muitas famílias fora do sistema de financiamento imobiliário.
“Quando estamos falando de bens ou produtos de maior valor agregado, a tomada de decisão para adquiri-los deve ser realizada com cuidado e responsabilidade, pois estamos falando de uma dívida que pode durar anos caso não seja bem planejada. Nesse sentido, o consórcio tem sido uma alternativa para o brasileiro que precisa desse planejamento já que os valores de financiamento e empréstimo se tornam impeditivos para quem realmente coloca o custo na ponta do lápis”, explicou o especialista.
(Sob supervisão de Lucas Borges)