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Bolsas da Europa fecham em baixa puxadas por inflação e queda de bancos em Londres

Inflação na Europa causou postura mais rígida do Banco Central Europeu

Na Europa, previsão é de juros prolongados

As bolsas da Europa fecharam em baixa nesta sexta-feira (29), puxada pela inflação no bloco e nos Estados Unidos. A inflação nos países que têm o euro como moeda influenciam uma postura restritiva por parte do Banco Central Europeu (BCE), com juros altos por mais tempo.

Já nos EUA, o os gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) foram compatíveis com o esperado, mantendo a perspectiva do Federal Reserve (Fed) para a condução da política monetária.

No Reino Unido, os bancos registraram forte queda com a possibilidade de novos impostos sobre o setor. O mesmo aconteceu na Itália e na Polônia. Enquanto na França, a crise política seguiu sem novidades, mas acabou puxando para baixo a bolsa de Paris, com queda de mais de 3% na semana.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,64%, a 550 14 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,32%, a 9.187,34 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,50%, a 23.919,62 pontos. Em Paris, o CAC 40 cedeu 0,76%, a 7.703,90 pontos, tombando 3,34% na semana. As cotações são preliminares. Em Londres, o Barclays caiu 2,74%, NatWest cedeu 4,93%, HSBC perdeu 0,95% e Lloyds baixou 3,38%.

O movimento observado em Londres coincide com a análise do Financial Times. O jornal revelou uma preocupação crescente por parte do governo do Reino Unido, que deve recorrer à imposição de novos impostos sobre bancos para ajudar a equilibrar as contas públicas.

Já na Itália, França e Espanha, o CPI sinaliza que a inflação da zona do euro continuará oscilando em torno de 2%, na meta do BCE. Para a Capital Economics, isso sugere um período prolongado de manutenção dos juros.

Paula Arantes é estudante de jornalismo e estagiária do jornalismo digital da Itatiaia.