O volume de serviços no Brasil caiu 0,1% em novembro de 2025, na comparação mês a mês com outubro, segundo dados divulgados pelo
Apesar da queda, a avaliação é de que os serviços seguem com um volume robusto frente a uma economia que enfrenta uma taxa básica de juros elevada a 15% ao ano. Prova disso é que o setor segue 20% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020). Em relação a novembro de 2024, o setor cresceu 2,5%, enquanto nos últimos 12 meses o crescimento foi de 2,7%.
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“O resultado reflete uma certa manutenção do setor de serviços em patamares elevados, já que no mês anterior o setor havia alcançado o topo da sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011. Para o mês de novembro, há um equilíbrio entre taxas negativas e positivas. O destaque no campo negativo fica no setor de transportes, pressionado pelo transporte aéreo”, disse o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.
Duas das cinco atividades de serviços pesquisadas mostraram queda frente ao mês anterior. O
Segundo o economista sênior do banco Inter, André Valério, o resultado reafirma a tendência de desaceleração da economia brasileira em meio às condições financeiras adversas. Porém, o especialista ressalta a robustez do setor com uma inflação ainda pressionada.
“Ainda vemos a inflação do setor pressionada, tendo encerrado 2025 com alta de quase 6%, bem distante da meta de 3%. Com isso, apesar dos sinais de desaceleração, a dinâmica ainda deve manter o banco central cauteloso na reunião de janeiro, adiando o corte para a reunião de março”, disse.