LOC Frotas sedia primeiro ‘investors day’ e quer manter o crescimento em 2026
Empresa do setor de locação de veículos de linha amarela reuniu mais de 90 investidores em Belo Horizonte

A Loc Frotas, empresa mineira especializada em locação e gestão de frotas de veículos pesados, alcançou uma receita bruta de R$ 270 milhões em 2025, seu quinto ano e melhor ano de operação. Os dados foram apresentados no primeiro “Investors Day”, da companhia, realizado no Hotel Fasano, em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (8).
Entre os números revelados, a empresa mostrou que seu Ebitda, o lucro antes de depreciações, subiu 30% de 2024 para 2025, de aproximadamente R$ 130 milhões para R$ 169 milhões. Os resultados deixam a empresa bem posicionada no setor de locação de veículos de linha amarela.
O encontro reuniu mais de 90 investidores representantes de 56 casas dentre grandes bancos e fundos de investimento. Segundo o CEO Felipe Luz, o evento foi uma oportunidade de reforçar a transparência e governança da companhia para o mercado financeiro.
“A gente cumpre o rito de gestão de compartilhar não apenas os nossos resultados de 2025, já auditados por uma das cinco maiores auditorias do mundo, mas sobretudo compartilhar também com os presentes os resultados do setor. E a Loc Frotas está muito bem inserida, é um dos grandes players da locação, e a gente se coloca na posição de contribuir no ponto de vista de geração de informação”, disse em entrevista à Itatiaia.
Com uma frota superior a 3 mil veículos, desde carros 1.0 até caminhões pesados, a empresa já atua em mais de 300 clientes em 23 estados brasileiros. A Loc Frotas atende empresas de engenharia, mineração e agronegócio com todo um processo de terceirização dos veículos para rodar na operação dos parceiros.
2026 de cautela
Para 2026, a empresa quer manter o ritmo de crescimento com cautela para o cenário econômico do país. Ainda de acordo com o CEO Felipe Luz, o grande desafio é o patamar elevado da taxa básica de juros, atualmente em 14,75% ao ano, mesmo com os sinais de arrefecimento na política monetária.
“A gente quer fechar este ano com pouco mais de 3 mil equipamentos na frota, mantendo o ritmo de crescimento. Será um ano de cautela, que será preciso ter os dois pés no chão, as duas mãos no volante. Em uma indústria de capital intensivo, você realmente precisa ter o caixa na mão”, emendou.
O executivo também acompanha de perto o desenrolar da crise no mercado de combustível que, apesar de não afetar diretamente suas operações, afeta os clientes. “A gente monitora de perto para reduzir qualquer risco de inadimplência, qualquer dilação de prazo de pagamento, porque no nosso ciclo isso é realmente importante. Mas a grande preocupação é o nível da taxa de juros”, completou.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



