Da extração ao mercado: conheça o caminho dos minerais no Brasil
Relatório do IBRAM divide a cadeia mineral em quatro etapas, da pesquisa e extração à transformação, fabricação de produtos e reciclagem

Da pesquisa e extração mineral à fabricação de produtos e à reciclagem, o caminho percorrido pelos minerais envolve diferentes etapas e processos. Segundo o relatório Estratégias para as Cadeias de Minerais Críticos no Brasil, produzido pelo IBRAM em parceria com o Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), a cadeia pode ser dividida em quatro fases: Upstream, Midstream, Downstream e Recovery.
Upstream: pesquisa, extração e beneficiamento
A primeira etapa começa antes mesmo da retirada do mineral do solo, com a pesquisa geológica. Em seguida, ocorre a lavra e o beneficiamento, que envolve processos como britagem, moagem, peneiramento e separação dos materiais.
O objetivo é obter concentrados minerais que possam seguir para as etapas seguintes de transformação.
Midstream: transformação e refino
Depois do beneficiamento, os minerais passam por processos de transformação e refino. Nessa fase, são produzidos materiais intermediários, como óxidos purificados, sais, carbonatos, hidróxidos e ligas metálicas.
Segundo o relatório, essa etapa é um dos principais gargalos do Brasil. A capacidade limitada de refino e separação faz com que o país exporte parte dos minerais ainda em forma de concentrados e importe produtos já refinados e com maior valor agregado.
Downstream: fabricação de produtos
Na etapa seguinte, os materiais refinados são transformados em componentes e produtos de maior complexidade tecnológica. É nessa fase que entram, por exemplo, células de baterias, ímãs permanentes de terras raras, aços especiais, semicondutores e equipamentos utilizados em setores como mobilidade elétrica, energia limpa e defesa.
Recovery: reciclagem e economia circular
A última etapa é a recuperação dos materiais. O processo inclui coleta, desmontagem, trituração e tratamento de resíduos industriais e produtos que chegaram ao fim da vida útil, como sucatas metálicas e baterias.
Com a recuperação desses materiais, parte deles pode voltar à cadeia produtiva, reduzindo a necessidade de novas matérias-primas e contribuindo para a redução da pegada de carbono da produção. No caso das baterias, o relatório aponta que essa redução pode chegar a 30% em comparação com a extração de materiais
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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.


